O primeiro turno da disputa presidencial na capital fluminense deixou evidente uma clara separação geográfica entre os simpatizantes de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O representante do PL liderou a apuração em 33 das 49 zonas eleitorais do município, ao passo que o petista levou a melhor em 16 delas.
A cartografia da votação aponta que a força de Flávio se concentrou primordialmente nas regiões Sudoeste e Oeste, somando ainda pontos na Zona Norte. Em contrapartida, o petista encontrou seus redutos mais fortes na região central, na Zona Sul e em setores da Grande Tijuca.
Entre os locais onde o candidato liberal conquistou a liderança aparecem bairros como Barra da Tijuca, Santa Cruz, Campo Grande, Jacarepaguá, Bangu, Cascadura, Marechal Hermes, Deodoro, Irajá, Piedade e a Ilha do Governador.
Por sua vez, o ex-presidente obteve triunfos em zonas que englobam localidades como Jardim Botânico, Laranjeiras, Copacabana, Tijuca, Maracanã, Méier, Olaria, Saúde e Cachambi.
Um dos contrastes mais expressivos emergiu na 4ª Zona Eleitoral, responsável pelo Jardim Botânico, onde Lula obteve 50.695 votos ante 27.511 do adversário. Cenário semelhante ocorreu na 16ª Zona Eleitoral, situada em Laranjeiras, com 54.208 sufrágios para o petista e 24.411 para Flávio Bolsonaro.
A performance de Lula também chamou atenção em outras áreas sulistas e em redutos históricos da legenda na metrópole.
Por outro lado, o principal polo de sustentação de Flávio Bolsonaro se deu nos territórios mais amplos da urbe, com ênfase na Zona Oeste. Na 9ª Zona Eleitoral, que compreende a Barra da Tijuca, o candidato liberal somou 68.854 votos, superando os 39.655 registrados pelo petista.
Em Santa Cruz, através da 125ª Zona Eleitoral, o postulante do PL igualmente sobressaiu ao computar 39.823 votos contra 27.237 do concorrente do PT, além de triunfos em locais como Campo Grande, Bangu, Jacarepaguá e demais pontos da Zona Norte.






