Com derrota de Carlos Minc, 17 deputados perdem mandato e ALERJ terá 38,6% de renovação

O pleito realizado neste domingo (4) vai reconfigurar expressivamente o quadro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ). Um grupo de 60 parlamentares em exercício tentou garantir a continuidade no cargo por mais quatro anos, mas apenas 43 obtiveram êxito nas urnas. Entre os 17 nomes derrotados está Carlos Minc (PSB), figura de destaque e uma das presenças mais duradouras da história contemporânea do Parlamento fluminense.

Com a entrada de 27 candidatos eleitos que não fazem parte da atual composição, a taxa de renovação da Casa atingirá 38,6%.

A não reeleição de Carlos Minc marca o encerramento de um ciclo histórico. Professor, geógrafo, economista e ativista ambiental, Minc conquistou sua primeira vitória para a ALERJ em 1986 e vinha sendo reconduzido sucessivamente ao posto, acumulando novo triunfo em 2022, quando foi classificado pela própria Casa como o integrante mais antigo do Legislativo estadual.

Ao longo dessas décadas, Minc licenciou-se em ocasiões pontuais para exercer funções no Poder Executivo. Ele liderou a Secretaria de Estado do Ambiente fluminense de janeiro de 2007 a maio de 2008, período em que saiu para assumir o Ministério do Meio Ambiente do governo federal, função que exerceu até março de 2010. Mais tarde, voltou a comandar a pasta ambiental estadual entre 2011 e 2014. Reconhecido pela atuação em pautas ecológicas e de direitos humanos, começou a carreira nas urnas pelo antigo PV, passou pelos quadros do PT e filiou-se ao PSB em 2018.

Além de Minc, outros 16 parlamentares não asseguraram a permanência na ALERJ: Alexandre Knoploch (PL), Carlos Macedo (Republicanos), Célia Jordão (PSD), Dionísio Lins (PP), Dr. Deodalto (PL), Fabiani Vasconcellos (Agir), Fábio Silva (União), Filipe Soares (PSDB), Fred Pacheco (PL), Lilian Behring (PCdoB), Professor Josemar (PSOL), Renan Jordy (PL), Renato Machado (PT), Sérgio Fernandes (PSD), Val Ceasa (PRD) e Valdecy da Saúde (PL).

A reformulação da Assembleia também decorre de candidaturas a postos distintos nesta eleição. Douglas Ruas (PL) entrou na disputa pelo Governo do Estado, ao passo que Samuel Malafaia (PL) concorreu como primeiro suplente do candidato ao Senado Carlos Portinho.

Por sua vez, Martha Rocha (PDT), Sarah Poncio (Solidariedade), Thiago Gagliasso (PL), Vitor Júnior (PDT) e Wellington José (União) tentaram a migração para a Câmara dos Deputados. Deste grupo, unicamente Thiago Gagliasso teve sucesso nas urnas: ele somou 67.700 votos e garantiu uma das 15 vagas pertencentes ao PL em Brasília a partir de 2027.

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