Douglas Ruas propõe ensino técnico no 1º ano do ensino médio no RJ

Douglas Ruas propõe qualificação profissional desde o 1º ano do ensino médio no Rio

A inserção de qualificação profissional logo no início da trajetória dos estudantes no ensino médio da rede pública estadual é uma das principais bandeiras defendidas por Douglas Ruas, postulante do PL ao Palácio Guanabara. O plano tem como meta central assegurar que os jovens fluminenses concluam a educação básica plenamente aptos para concorrer a vagas no mercado de trabalho.

Parceria com a iniciativa privada e vocações regionais

O anúncio da diretriz educacional ocorreu durante uma caminhada de campanha realizada no Saara, tradicional polo comercial localizado no Centro da capital fluminense. Segundo o candidato, a proposta prevê uma articulação direta entre a grade curricular e as demandas de contratação de cada localidade do estado.

A implementação desse formato deve ocorrer em conjunto com o empresariado, mapeando quais setores apresentam maior déficit de mão de obra e carência de profissionais técnicos. Conforme destacou Ruas a apoiadores, o foco é fazer com que a formação escolar termine não apenas com o certificado de conclusão tradicional, mas com uma profissão prática consolidada, alinhada ao potencial econômico regional.

Ampliação do modelo cívico-militar nas escolas

Além da reformulação curricular voltada ao emprego, a agenda no Centro do Rio foi marcada pela proposta de expansão das escolas cívico-militares. A meta estipulada pelo candidato é converter ao menos 200 unidades escolares já em funcionamento para essa metodologia de ensino.

Para fundamentar a iniciativa, foram apresentados indicadores do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Douglas Ruas ressaltou que a rede estadual conta atualmente com mais de 1.200 colégios, mas apenas 17 funcionam sob a gestão cívico-militar.

Ao justificar a medida, o representante do PL apontou que o estado ocupa a penúltima posição no ranking nacional do indicador educacional. Em contrapartida, frisou que o grupo restrito de colégios que adotam a gestão compartilhada com militares registra notas entre 5,2 e 5,8 no Ideb, servindo como referência para a transformação que planeja executar caso seja eleito.

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