O transporte coletivo de alta capacidade e o endurecimento no controle das contas públicas compõem a base do plano de governo apresentado pelo postulante do Novo ao Palácio Guanabara, André Marinho. O candidato detalhou suas diretrizes administrativas, destacando propostas estruturais de mobilidade para a Região Metropolitana e mecanismos para coibir o mau uso do orçamento estadual.
Trilhos entre o Rio e o leste fluminense
A principal aposta do candidato para o setor de transportes é a chamada Linha Azul, uma via férrea acoplada à estrutura da Ponte Rio-Niterói em ambos os sentidos. A partir da chegada ao município vizinho, o traçado se dividiria em duas frentes: uma em direção aos bairros do Centro, Icaraí e futura chegada à Região Oceânica, e outra voltada para Barreto, Neves e Alcântara, em São Gonçalo.
Além da conexão sobre a baía, Marinho defende destravar obras históricas do metrô fluminense, como a chegada da Linha 2 à Praça XV, o fechamento do anel metroviário entre a estação Uruguai e a Gávea e a ligação entre a Barra da Tijuca, a partir do Jardim Oceânico, até o Terminal Alvorada.
Monotrilho na Baixada Fluminense
Para atender a Baixada Fluminense, a proposta do candidato envolve o projeto Arco MM (Mar Montanha), um sistema de monotrilho desenhado para aproveitar a rota do Arco Metropolitano. A etapa inicial previa a integração da Pavuna com Duque de Caxias. O concorrente pontuou, contudo, que intervenções dessa magnitude demandam tempo e que a entrega dos 60 quilômetros totais do corredor seria inviável em um único mandato de quatro anos.
Fiscalização orçamentária e corte de privilégios
Na área da administração, o plano prevê a instituição de uma Controladoria-Geral independente, com status de secretaria e vínculo direto com a chefia do Executivo. A escolha do titular do órgão seria feita por meio de lista tríplice formulada com apoio do Ministério Público e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
O objetivo do órgão seria auditar processos licitatórios, despesas operacionais e empenhos de fornecedores em tempo real. Segundo Marinho, o desequilíbrio fiscal do Estado do Rio decorre de falhas de gestão, tornando necessária a eliminação de cargos de indicação puramente partidária e a revisão de estruturas operacionais pouco produtivas.
Plano de segurança e descentralização econômica
Para combater a criminalidade, o programa “Sai Fuzil, Entra Brasil” se apoia em cinco eixos centrais: reforço e blindagem das fronteiras estaduais, asfixia do capital de facções criminosas, ampliação de presídios, valorização profissional dos policiais e recuperação territorial. A meta declarada é restabelecer a presença do poder público em ao menos 20 regiões até o ano de 2030, remanejando agentes administrativos para as ruas e ampliando a integração com forças federais.
No setor produtivo, a estratégia foca na criação de oito polos de especialização regional voltados à atração de investimentos específicos — como o polo naval e portuário em Itaguaí, tecnologia e jogos digitais em Nova Iguaçu, vestuário em Duque de Caxias e turismo religioso em Magé e Guapimirim —, buscando aproximar a oferta de trabalho das residências dos cidadãos.
Ao abordar o cenário político, Marinho confirmou voto no nome indicado por sua legenda à Presidência no primeiro turno e teceu críticas a adversários da corrida ao governo fluminense, associando-os a modelos tradicionais de gestão.





