Motoristas de ônibus confirmam greve no Rio e paralisação pode começar na próxima segunda-feira

Os motoristas de ônibus do Rio de Janeiro confirmaram a realização de uma greve a partir da próxima segunda-feira (29), após rejeitarem a proposta de reajuste salarial apresentada pelas empresas que operam o transporte coletivo na capital fluminense. A decisão foi anunciada pelo Sindicato dos Rodoviários, que acusa falta de avanços nas negociações com os empresários do setor.

De acordo com a entidade, a categoria já estava em estado de greve e decidiu avançar para a paralisação após três meses de negociações sem acordo com o sindicato patronal, representado pela Rio Ônibus.

Uma assembleia foi marcada para este domingo (28), às 18h, quando os trabalhadores deverão formalizar os últimos detalhes da mobilização. A previsão é que a greve tenha início à meia-noite de segunda-feira.

Em publicação nas redes sociais, o Sindicato dos Rodoviários informou que não estão previstos protestos ou manifestações nas ruas durante a paralisação. A estratégia será concentrar a mobilização na suspensão das atividades.

Entre as principais reivindicações da categoria está o reajuste salarial. Os trabalhadores pedem que os motoristas habilitados na categoria “E” passem a receber salário de R$ 5 mil, enquanto os demais profissionais reivindicam remuneração de R$ 4 mil. Além disso, o sindicato solicita ticket alimentação de R$ 1 mil, plano de saúde e melhorias nas condições de trabalho.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, também apontou dificuldades enfrentadas pelos profissionais durante a jornada, especialmente a falta de acesso adequado a banheiros em terminais e pontos finais de linhas espalhados pela cidade.

A pauta de reivindicações inclui ainda o fim dos contratos temporários, contratação dos profissionais do sistema BRT pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), adoção da escala de trabalho 5×2, manutenção do passe livre para a categoria, indenização do horário de almoço e implantação de planos de saúde e odontológico.

Caso não haja acordo até o fim de semana, a paralisação poderá afetar milhares de passageiros que dependem diariamente dos ônibus para se deslocar pela capital fluminense.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Mais Matérias

Pesquisar...

Acessar o conteúdo