O Governo do Estado do Rio de Janeiro informou nesta quinta-feira (25) que ultrapassou a marca de 4 mil servidores comissionados exonerados desde março de 2026, quando o desembargador Ricardo Couto assumiu interinamente o comando do Palácio Guanabara.
De acordo com a administração estadual, as exonerações fazem parte de um processo de auditoria que segue em andamento em todas as secretarias estaduais e também em órgãos da administração indireta, incluindo empresas estatais dependentes e não dependentes. A expectativa é que novas dispensas ainda ocorram até o fim deste ano.
Segundo o governo, a medida tem como objetivo reduzir gastos da máquina pública. A estimativa é de uma economia superior a R$ 230 milhões até dezembro. Em maio, o número de comissionados desligados era de aproximadamente 2,7 mil, acompanhado por uma ampla reformulação administrativa que promoveu 20 mudanças no primeiro escalão da gestão estadual.
Ao mesmo tempo em que promove exonerações em larga escala, Ricardo Couto também tem realizado novas nomeações. Nos últimos dias, segundo publicações do Diário Oficial, o número de nomeações passou a superar o de exonerações em determinados períodos, indicando que as mudanças não representam necessariamente uma redução definitiva da máquina pública, mas uma reconfiguração dos quadros de comando e de confiança do governo estadual.
A estratégia tem gerado diferentes interpretações nos bastidores. Enquanto aliados do governo apontam a necessidade de reorganização administrativa diante do cenário político e institucional enfrentado pelo estado, críticos questionam se as exonerações estão efetivamente reduzindo despesas ou apenas substituindo ocupantes de cargos estratégicos.
Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, assumiu o governo interinamente após o afastamento de Cláudio Castro. Desde então, tem conduzido uma série de mudanças na estrutura administrativa e nos cargos de confiança do Executivo estadual.
O futuro político do estado, no entanto, segue indefinido. O Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não concluiu o julgamento que decidirá se haverá uma eleição indireta para a escolha de um governador-tampão. A análise do caso está suspensa desde 9 de abril, após um pedido de vista do ministro Flávio Dino.






