Operação Rastreio revela esquema de fraudes bancárias com celulares roubados na Uruguaiana

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou, nesta segunda-feira (16), mais uma fase da Operação Rastreio, que investiga um esquema criminoso de fraudes bancárias a partir de celulares roubados e furtados. A ação ocorre no Centro da cidade e em diversos bairros da Zona Norte, além de municípios da Baixada Fluminense.

De acordo com as investigações, aparelhos adquiridos no mercado popular da região da Uruguaiana, no Centro do Rio, estavam sendo utilizados para acessar aplicativos bancários das vítimas e realizar transferências fraudulentas.

Agentes da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial, cumprem mandados de busca e apreensão no Centro e nos bairros de Oswaldo Cruz, Penha, Cachambi, Maria da Graça, Engenho Novo, Ramos, Brás de Pina e Vila Valqueire. A ofensiva também alcança cidades da Baixada Fluminense, como São João de Meriti e Belford Roxo.

Segundo o governador Cláudio Castro, a operação tem como objetivo atingir toda a cadeia criminosa envolvida no roubo e na comercialização ilegal de celulares.

“Essa é uma ação estratégica da Polícia Civil para atacar toda a cadeia criminosa ligada ao roubo e à receptação de celulares. O trabalho de inteligência tem permitido identificar desde quem pratica o crime nas ruas até quem lucra com as fraudes. Vamos continuar avançando para proteger a população e enfraquecer essas organizações”, afirmou.

As apurações começaram em maio de 2025, quando uma primeira ação resultou na prisão de 16 pessoas e na apreensão de mais de 200 aparelhos. A análise desses celulares levou os investigadores a descobrir um esquema estruturado de fraudes financeiras, que deu origem à nova etapa da operação.

De acordo com a polícia, o grupo comprava celulares roubados ou furtados e realizava a violação dos aparelhos para acessar aplicativos bancários das vítimas. Em seguida, os valores eram transferidos para contas abertas com documentos falsos ou em nome de pessoas em situação de vulnerabilidade social, usadas como “laranjas”. Depois, o dinheiro era sacado em espécie, o que dificultava o rastreamento das transações.

Considerada a maior iniciativa do estado para combater crimes ligados ao roubo e à receptação de celulares, a Operação Rastreio já recuperou mais de 13.300 aparelhos. Desse total, cerca de 6 mil foram devolvidos aos verdadeiros donos. As ações também resultaram na prisão de mais de 850 suspeitos.

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