O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, firmou oficialmente a comissão encarregada da transição administrativa voltada à futura gestão de Douglas Ruas (PL). A determinação consta no decreto nº 50.522, veiculado na edição desta quarta-feira (14) do diário oficial, estipulando os membros do coletivo e as diretrizes para a transmissão de dados entre a administração atual e os representantes do governador eleito.
A chefia do grupo caberá ao secretário estadual da Casa Civil, Flávio Willeman, incumbido de coordenar as atividades e concentrar o recebimento dos relatórios fornecidos pelas diversas pastas do executivo fluminense. O objetivo é garantir que a próxima gestão obtenha os dados fundamentais para planejar as medidas iniciais, checar o panorama das contas do estado e reconhecer projetos que demandem continuidade ou deliberações inéditas.
Além de Flávio Willeman, o comitê conta com outros quatro secretários da atual gestão: Rafael Ventura Abreu, titular de Planejamento e Gestão; Guilherme Macedo Reis Mercês, da Fazenda; e Pablo Villarim Gonçalves, de Infraestrutura e Obras Públicas. Completam a relação o subsecretário-geral da Casa Civil, Sérgio Pimentel Borges da Cunha, e o procurador-geral do estado, Bruno Teixeira Dubeux, totalizando seis integrantes com o presidente.
O decreto estipula que os titulares de cada pasta devem repassar ao chefe da comissão, impreterivelmente até o dia 30 de outubro de 2026, um dossiê sobre o cenário de seus respectivos departamentos. O material precisa englobar balanços de programas finalizados e em andamento, pendências que exijam deliberação nos primeiros dias do novo mandato, além de iniciativas paralisadas e dados financeiros do estado.
No lado oposto, a supervisão da equipe indicada pelo governador eleito ficará a cargo de Maria Gabriela Bessa, ex-secretária estadual de Cidades e indicada nominalmente por Douglas Ruas em entrevista exclusiva à agenda do poder. Socióloga e especialista em gestão pública com vivência em planejamento urbano, ela liderará o grupo de até cinco pessoas autorizado a examinar os dados fornecidos pelo governo estadual até a data da posse.






