Uma pesquisa divulgada pela consultoria Vetor Arrow indica que a maioria dos brasileiros aprova a decisão do governo dos Estados Unidos de enquadrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
O levantamento, realizado com 3.022 entrevistados em todo o país durante o fim de semana, mostra que 62,14% dos participantes concordam com a medida adotada pela gestão do presidente Donald Trump. Outros 37,86% manifestaram posição contrária.
Os números revelam que o apoio à iniciativa é majoritário em todas as regiões brasileiras, ainda que com diferenças de intensidade. O maior índice de aprovação foi registrado na Região Sul, onde 71,32% dos entrevistados avaliaram positivamente a decisão. Em seguida aparecem Norte (69,06%), Centro-Oeste (60,33%), Sudeste (59,85%) e Nordeste (59,69%).
O estudo também identificou diferenças de percepção entre homens e mulheres. Entre os entrevistados do sexo masculino, o apoio alcançou 66,14%, enquanto entre as mulheres o índice ficou em 58,63%.
A análise por faixa etária apontou comportamentos distintos em algumas regiões do país. No Norte, por exemplo, os jovens entre 16 e 34 anos registraram aprovação de 78,81%, enquanto entre os entrevistados com 70 anos ou mais o percentual caiu para 31,70%. Situação semelhante foi observada no Centro-Oeste, onde a adesão à medida entre os mais idosos ficou em 46,89%.
O tema também repercutiu no cenário político nacional. A discussão ganhou espaço após manifestações contrárias do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de integrantes do governo federal, que argumentaram que a decisão norte-americana poderia gerar impactos sobre a soberania brasileira e consequências para o sistema financeiro.
Na avaliação do diretor da Vetor Arrow, Rodrigo Belthen, o resultado da pesquisa demonstra que a segurança pública segue entre as principais preocupações da população e que o combate ao crime organizado permanece como uma pauta de grande apelo junto ao eleitorado.
O levantamento também destaca reflexos políticos do debate, especialmente entre lideranças da oposição, que passaram a defender a medida como uma ação de fortalecimento do enfrentamento às organizações criminosas que atuam no país.






