O julgamento de Jairinho e Monique Medeiros pela morte do menino Henry Borel entrou nesta segunda-feira (1º) em seu oitavo dia consecutivo, tornando-se o mais longo realizado no Estado do Rio de Janeiro desde a reforma do Código de Processo Penal, em 2008, que alterou as regras do Tribunal do Júri.
Até então, o recorde pertencia ao julgamento da ex-deputada federal Flordelis dos Santos de Souza, realizado em 2022, que durou sete dias até a leitura da sentença. Na ocasião, ela foi condenada pela morte do pastor Anderson do Carmo.
Ao longo dos sete primeiros dias do júri, 17 pessoas já prestaram depoimento. Entre os ouvidos estão delegados responsáveis pelas investigações, peritos, médicos-legistas, ex-companheiras de Jairinho, funcionários que conviviam com a família, familiares dos acusados e o pai de Henry, Leniel Borel.
Nesta segunda-feira, a expectativa está voltada para o depoimento do perito do Instituto Médico-Legal (IML) responsável pela assinatura dos laudos de necrópsia e dos documentos complementares que detalham as lesões encontradas no corpo da criança.
O processo previa inicialmente 27 testemunhas indicadas pela acusação, defesa e pelo próprio juízo. No entanto, duas delas foram dispensadas durante o julgamento, reduzindo o total para 24 depoimentos.
No sétimo dia do júri, realizado no domingo (31), a babá Thayná de Oliveira Ferreira prestou depoimento e afirmou que recebeu orientações para apagar mensagens após a morte de Henry. Segundo seu relato, ela teria sido orientada a minimizar informações sobre a rotina da família caso fosse questionada pelas autoridades.
Além da babá, também foi ouvido no domingo Jairo Souza Santos, pai de Jairinho.
O julgamento segue no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro e ainda não há previsão para a conclusão dos debates entre acusação e defesa nem para a leitura da sentença.






