O ex-governador Cláudio Castro publicou um vídeo nas redes sociais nesta terça-feira (5) para responder às declarações do deputado federal Otoni de Paula, que afirmou recentemente que “a direita quebrou o Estado do Rio de Janeiro”. A manifestação reacende o embate político em torno das responsabilidades pela crise financeira fluminense.
Na gravação, Castro afirma que decidiu checar o histórico da dívida estadual após assistir à fala do parlamentar. Ele contesta a crítica e sustenta que os principais responsáveis pelo agravamento das contas públicas foram governos anteriores que, segundo ele, não podem ser classificados como de direita.
Ex-governador cita gestões passadas
Durante o vídeo, Castro menciona antigos governadores como Marcelo Alencar, Anthony Garotinho, Rosinha Matheus, Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão. Segundo ele, essas administrações contribuíram para o aumento do endividamento ao longo das últimas décadas.
Castro também cita o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha ao mencionar renegociações da dívida realizadas nos anos 1990.
Dívida pública volta ao centro do debate
No vídeo, o ex-governador afirma que o estado teria saído de uma dívida de cerca de R$ 20 bilhões para um cenário mais grave, mesmo após pagamentos elevados à União. Ele menciona que o Rio teria quitado cerca de R$ 153 bilhões ao longo dos anos e ainda assim acumulado um saldo devedor maior.
Castro também destaca a adesão ao regime de recuperação fiscal em 2017 como um ponto crítico da crise financeira do estado. Segundo ele, a partir desse período, o Rio deixou de contratar novos empréstimos.
Segurança pública entra na discussão
Em outro momento, Castro amplia o debate e faz referência à questão das milícias, citando o contexto retratado no Tropa de Elite 2. Ele afirma que o problema já existia em governos anteriores e menciona lideranças políticas daquele período, como Luiz Inácio Lula da Silva e Eduardo Paes.
A troca de declarações ocorre em um momento de forte disputa política no estado, em que temas como dívida pública, gestão fiscal e segurança seguem no centro do debate entre diferentes grupos.






