A Érica Bueno Salgado estará na próxima segunda-feira (02/03), às 14h, na Escola Municipal Ernesto Pinheiro Barcelos, no bairro Itaipu, em Belford Roxo, para uma roda de conversa com cerca de 60 alunos. O encontro faz parte do Programa Rio Lilás, iniciativa voltada à prevenção da violência de gênero, do racismo e de outras formas de discriminação no ambiente escolar.
A ação também reforça a campanha do “X vermelho” na palma da mão — um gesto simples e discreto que permite a mulheres em situação de violência doméstica pedirem ajuda em farmácias e órgãos públicos. Ao identificar o sinal, a orientação é que a Polícia Militar (190) ou a Guarda Municipal (153) sejam acionadas, garantindo acolhimento e encaminhamento às equipes especializadas.
O Programa Rio Lilás é desenvolvido pela Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (COEM). A proposta é atuar de forma integrada na prevenção da violência contra meninas e mulheres, com atividades educativas tanto nas escolas quanto na sociedade em geral.
Entre as iniciativas estão rodas de conversa, encontros com magistrados e servidores, distribuição de materiais de apoio e a criação do espaço “Maria da Penha” nas unidades escolares. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre a Lei Maria da Penha e outros instrumentos de proteção aos direitos das mulheres.
O programa também está alinhado à Lei 14.164/2021, que determina a inclusão de conteúdos sobre prevenção da violência contra a mulher nos currículos da educação básica.
Batizada de “Conexão TJ x Escola”, a atividade abordará temas como violência de gênero, racismo, discriminação e mecanismos de socorro. O público-alvo são estudantes do 7º ao 9º ano, com idades entre 13 e 16 anos.
A secretária municipal de Educação, Sheila Boechat, ressaltou a importância do debate dentro das unidades escolares. Segundo ela, a iniciativa fortalece a conscientização dos alunos e de toda a comunidade escolar sobre questões que impactam diretamente a sociedade, como o enfrentamento ao racismo e à violência contra a mulher.
A expectativa é que a ação contribua para formar jovens mais conscientes, informados sobre seus direitos e preparados para romper o ciclo do silêncio diante de qualquer tipo de violência.






