MPE defende permanência de Ricardo da Karol na Alerj até julgamento final no TSE

O Ministério Público Eleitoral (MPE) se manifestou pela manutenção do deputado estadual Ricardo da Karol (PL) em sua cadeira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) até que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgue em definitivo a ação que pede a cassação de seu mandato por infidelidade partidária. O parecer, assinado pelo vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, foi publicado nesta segunda-feira (25).

O documento rejeita o pedido de liminar do PDT, antigo partido de Ricardo, que solicitava o afastamento imediato do parlamentar para dar posse ao suplente Wanderson Nogueira. Barbosa destacou que a legislação eleitoral garante efeito suspensivo automático aos recursos contra decisões que envolvem cassação de mandatos, afastamento de titulares ou perda de registro.

— Trata-se, portanto, de efeito ope legis que somente pode ser mitigado em circunstâncias excepcionais, não vislumbradas na situação vertente — apontou o procurador.

A decisão do TRE e o recurso no TSE

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) decidiu, em maio, cassar o mandato de Ricardo da Karol, reconhecendo que o parlamentar cometeu infidelidade partidária ao deixar o PDT para se filiar ao PL. Em julho, os desembargadores rejeitaram os últimos embargos de declaração, confirmando a decisão.

No entanto, a defesa do deputado, conduzida pelo advogado Eduardo Damian, obteve efeito suspensivo junto ao TRE, garantindo que ele permanecesse no cargo até o julgamento do recurso no TSE. O pedido foi aceito pelo presidente da corte fluminense, desembargador Peterson Barroso.

Trajetória e disputa política

Ricardo da Karol assumiu o mandato em janeiro deste ano, após a deputada Martha Rocha (PDT) se tornar secretária municipal de Assistência Social do Rio. Primeiro suplente da legenda nas eleições de 2022, ele ocupou a vaga, mas meses depois migrou para o PL, o que motivou a ação movida pelo PDT.

O parlamentar também concorreu à Prefeitura de Magé em 2024, já pelo PL, mas acabou derrotado pelo atual prefeito Renato Cozzolino (PP).

Com o parecer do MPE, Ricardo da Karol segue no exercício do mandato enquanto o TSE não dá a palavra final sobre sua permanência ou cassação.

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