O prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), ganhou fôlego político após pesquisas recentes apontarem altos índices de aprovação popular no município da Baixada Fluminense. Animado com os números, seu grupo já articula a possibilidade de lançar o prefeito como candidato ao governo do estado em 2026.
A estratégia leva em conta que a vice-prefeita Mariana Malta, aliada de confiança de Canella, poderia dar continuidade ao projeto político em Belford Roxo caso ele renuncie para disputar o Palácio Guanabara.
Nos bastidores, Canella tem sinalizado que pretende construir sua candidatura com foco no enfrentamento à criminalidade, tema que já vem marcando sua gestão. O prefeito também reforça sua ligação com o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, de quem é braço-direito no Rio.
Aliados destacam a trajetória de Canella, lembrando que ele nunca perdeu uma eleição e sempre foi o mais votado do partido. Na disputa por deputado estadual, chegou a liderar em número de votos em todo o estado. Em 2024, venceu o ex-aliado Waguinho, mesmo com o adversário recebendo apoio do governo federal.
Apesar do entusiasmo, Canella enfrenta um obstáculo: o próprio União Brasil já tem pré-candidato ao governo. O escolhido é o presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, nome confirmado por Rueda como prioridade da legenda. A disputa interna, portanto, deve ser um dos pontos centrais nas articulações de Canella.
União da Baixada em 2026?
Outro fator que pode pesar a favor do prefeito é sua proximidade com o ex-secretário estadual de Transportes e presidente do MDB no Rio, Washington Reis, que também se lançou pré-candidato ao governo. Atualmente inelegível, Reis aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal para saber se poderá disputar.
Mesmo assim, aliados de Canella acreditam que não haverá divisão na região.
— A Baixada estará unida nesta eleição, seja como for — aposta um dos mais próximos do prefeito.
Com aprovação em alta e articulações intensas, Márcio Canella já começa a desenhar seu próximo passo político, mirando uma das cadeiras mais cobiçadas da política fluminense.






