Hospital da Mãe em São Gonçalo não saiu do papel

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A aposentada Sônia Regina sonha com o dia em que o Hospital da Mãe estará funcionando O abandono das obras do Hospital da Mãe, no Colubandê, em São Gonçalo, segue sem perspectiva de solução.

A unidade, anunciada em 2013, que seria especializada no atendimento à mulheres, serviria para desafogar a maternidade municipal, em Alcântara, que, atualmente, realiza quase mil partos por mês. No entanto, até hoje, o que se vê é apenas o esqueleto da construção parado no tempo.

A inexistência do Hospital da Mãe acaba sobrecarregando a UPA do Colubandê, que fica ao lado. Pacientes reclamam que, em São Gonçalo, o poder público é indiferente no que diz respeito à saúde da população. É o caso de Vera Lúcia da Veiga, de 67 anos, moradora do Colubandê, que também reclama da falta de estrutura da UPA.

“Aqui por São Gonçalo percebe-se que há pouco caso em relação à saúde. Há poucos hospitais para muitas pessoas. O atendimento da UPA até que é bom, mas a obra que está acontecendo atrapalha o atendimento e incomoda os pacientes, é um barulho horrível. Não dá para ficar lá dentro muito tempo”, disse.

A superlotação das demais unidades de atendimento de São Gonçalo dá o tom para as reclamações dos usuários.

A aposentada Sônia Regina Abreu, de 65 anos, se indigna com o atendimento ruim que recebe na UPA. Lá, mandam ela ir à outras unidades quando precisa ser atendida, alegando falta de médicos.

“Eu não gosto do atendimento da UPA. É muito demorado e, geralmente, a gente chega lá e não tem médico. Aí nos empurram de hospital para hospital. O hospital desafogaria não só a UPA, mas todos os outros hospitais de São Gonçalo que estão superlotados. Ainda mais com um prédio enorme que seria o Hospital da Mãe. Iria melhorar muita coisa. Se tudo fosse feito direito, esse não seria mais um ralo de dinheiro público”, declarou.

Unidade teria estrutura que ainda não há no Rio

O projeto inicial do Hospital Estadual da Mãe previa que um andar inteiro do prédio de cinco pavimentos fosse destinado a uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) neonatal com 36 leitos, que não existe na rede pública de saúde da cidade.

Neste primeiro andar, haveria recepção, área de espera, consultórios, quatro salas equipadas com ultrassom, Raios- X, entre outras dependências.

No segundo andar, funcionariam 40 quartos com capacidade para dois leitos cada, totalizando 80 leitos. O terceiro pavimento abrigaria seis UTI’s para as mães, além de quarto de isolamento e um materno. No quarto andar, estariam localizadas 14 salas de pré-parto, parto e pós-parto; três salas de parto cirúrgico e uma sala para parto normal. Haveria, ainda, um espaço para observação do recém-nascido.

O último andar abrigaria a sala de máquinas. Em outro prédio de um pavimento, que estava sendo construído ao lado, funcionaria a Clínica da Mãe com recepção, 14 consultórios, salas para coleta, ultrassons e dependências administrativas.

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES), informou que os projetos que começaram e não foram concluídos pela antiga gestão estão em análise técnica e financeira para identificar a possibilidade de execução.

VIA: O São Gonçalo | Foto: Luiz Nicolela

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