Moradores de São Gonçalo sofrem com esgoto a céu aberto

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Por: Renata Sena

Os lugares até são diferentes, mas o problema é absolutamente igual em dois bairros de São Gonçalo: esgoto vazando dia e noite, mau cheiro na porta de casa e bichos invadindo as residências. Mas se isso não bastasse, a população ainda precisa lidar com o descaso do poder público.

No Porto do Rosa, na Rua Marques de Herval, os moradores estão convivendo com o perigo de um esgoto a céu aberto há quase dois meses.

“Eu já caí dentro do esgoto com meu filho que é cadeirante. Já procurei a Cedae e a Prefeitura, mas além de não ter o problema solucionado, fui destratada pelos funcionários nos dois locais”, contou a dona de casa, Marinete Cristina da Glória, de 46 anos.

Segundo a moradora, depois de cair no esgoto, o filho pegou uma bactéria que está sendo tratada com medicamentos.

“Fui reclamar e na Prefeitura, e a funcionária disse que lá está falido. Ainda disse que se a Prefeitura não tem dinheiro para saúde como ia ter para arrumar minha rua? Isso é um absurdo. Depois ouvi do funcionário da Cedae que não ia mandar carro nenhum para arrumar minha rua nojenta. Ele ainda mandou eu me virar sozinha. Eu pago imposto e não sei mais o que fazer”, contou indignada.

Problema em frente a um posto de saúde

Já na Rua Almirante Silvio Hecker, em Marambaia, o problema se estende há três meses. O Esgoto a céu aberto já está impedindo a passagem de veículos no local.

“Sou morador daqui tem 50 anos, e isso aqui nunca esteve tão abandonado. Os carros que insistem em passar, precisam ser lavados em seguida, pois levam o cheiro e a sujeira nos pneus”, contou o técnico de informática, Ernesto Borges, de 54 anos.

O morador contou ainda que quase em frente ao maior vazamento de esgoto da rua funciona um posto de saúde.

“Como que eles podem cuidar da nossa saúde se até a deles está sendo afetada? Além dos bichos, o cheiro já está insuportável, contou.

Em nota, a Cedae informou que “em relação à Rua Marques de Herval, técnicos da companhia já estiveram no local no fim da semana passada e constataram que não havia obstrução em rede da Cedae, mas em uma galeria de águas pluviais, que não é de responsabilidade da companhia”.

“Já o esgotamento sanitário na Rua Almirante Silvio Heckler não é de responsabilidade da Cedae”, declarou a empresa, acrescentando que necessita do protocolo para apurar a resposta do suposto funcionário.

A Prefeitura não enviou resposta até o fechamento desta edição.

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