A economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, está cotada para assumir a Secretaria de Fazenda do governo de Douglas Ruas (PL), eleito governador do Rio de Janeiro. A possível nomeação é defendida por integrantes do Partido Liberal próximos à família Bolsonaro e pode colocar uma profissional com experiência no mercado financeiro e na administração federal à frente de uma das principais pastas do governo estadual.
Daniella ganhou destaque nacional ao coordenar a área econômica da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Durante a disputa, declarações sobre possíveis cortes no Bolsa Família provocaram repercussão negativa. Segundo avaliações de analistas mencionadas no meio político, as falas podem ter contribuído para o desempenho do candidato no segundo turno. Apesar do desgaste, seu nome continua em discussão para integrar o governo fluminense.
A formação do secretariado de Douglas Ruas também prevê a presença de mulheres em cargos estratégicos. A vice-governadora Fernanda Louback deverá assumir a futura Secretaria de Estado da Inclusão e da Mulher, enquanto Maria Gabriela Bessa é cotada para comandar a Casa Civil. Outros dois nomes femininos ainda devem ser anunciados para completar a composição prevista para o primeiro escalão.
Quem é Daniella Marques, cotada para a Fazenda do Rio?
Formada em Administração pela PUC-Rio e com MBA em Finanças pelo Ibmec, Daniella Marques tem mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro, com atuação em gestão de fundos, finanças, governança corporativa e compliance.
Antes de ingressar no governo federal, foi sócia-fundadora e diretora da Bozano Investimentos, atualmente Crescera Capital, onde trabalhou com Paulo Guedes, que posteriormente se tornou ministro da Economia no governo Jair Bolsonaro.
Em 2019, Daniella passou a integrar a equipe do Ministério da Economia como chefe da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos. Em fevereiro de 2022, assumiu a Secretaria de Produtividade e Competitividade da pasta, participando de iniciativas relacionadas à agenda econômica do governo.
Entre as ações destacadas em sua trajetória estão a atuação em medidas relacionadas à Reforma da Previdência, ao Auxílio Emergencial durante a pandemia de Covid-19 e à autonomia do Banco Central. Ela também participou de discussões sobre marcos regulatórios, incluindo a Lei do Gás e o Marco Legal do Saneamento, além de iniciativas de incentivo ao crédito e à competitividade empresarial.
Em julho de 2022, foi nomeada pelo então presidente Jair Bolsonaro para comandar a Caixa Econômica Federal. Daniella permaneceu na presidência do banco público até o fim daquele governo, em dezembro de 2022. Durante sua gestão, foi lançado o programa Caixa pra Elas, voltado à autonomia financeira, ao empreendedorismo e à proteção das mulheres.
Mais recentemente, Daniella deixou a atuação no setor privado, onde ocupava a presidência do conselho de administração da Legend Capital, para se dedicar à campanha de Flávio Bolsonaro. Para isso, filiou-se ao Republicanos.
Filha de uma professora e de um gerente de agência do Banco do Brasil em Barra Mansa, no Sul Fluminense, Daniella é mãe de dois filhos. Caso seja confirmada na Secretaria de Fazenda, terá a responsabilidade de participar da condução das contas públicas estaduais, da gestão das receitas e do planejamento financeiro do governo de Douglas Ruas.






