A viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos provocou um debate político na Câmara Municipal do Rio de Janeiro nesta terça-feira (27). Enquanto vereadores de esquerda criticaram o parlamentar, integrantes do PL saíram em sua defesa e questionaram a decisão judicial que determinou a entrega de seus passaportes à Polícia Federal.
O líder do PL na Câmara, Rogério Amorim, foi um dos principais defensores do senador. O vereador classificou a medida judicial como perseguição e questionou o momento em que a decisão foi tomada.
“O que aconteceu com nosso senador Flávio Bolsonaro foi literalmente uma covardia e perseguição”, declarou Amorim durante a sessão.
O parlamentar também contestou a decisão relacionada aos documentos de viagem de Flávio e afirmou que continuará mobilizado em defesa do aliado. “Continuaremos até as últimas consequências lutando pela liberdade nesse país. Não recuaremos e seguiremos na luta”, disse.
Os vereadores Rafael Satiê, Poubel e Alana Passos, também do PL, acompanharam a defesa do senador e fizeram críticas aos adversários políticos. As manifestações reforçaram a posição da bancada em favor de Flávio em meio à repercussão do caso.
Esquerda critica viagem do senador
A sessão também foi marcada por discursos de vereadores de esquerda contra o senador. Tatiana Roque (PSB) foi a primeira a abordar o assunto na tribuna e comparou a situação de Flávio à trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que permaneceu preso antes de voltar à disputa eleitoral.
A vereadora criticou a viagem do senador e fez acusações sobre sua postura diante do cenário político.
Leonel de Esquerda (PT) também se manifestou contra Flávio e aproveitou o debate para comemorar o resultado da eleição presidencial. Já William Siri (PSOL), terceiro colocado na disputa pelo governo do Rio de Janeiro, questionou a postura do senador e fez críticas pessoais ao parlamentar.
Decisão judicial está no centro do debate
A viagem de Flávio aos Estados Unidos, acompanhado da esposa e das duas filhas, ocorreu após uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para que entregasse seus passaportes à Polícia Federal em até 24 horas.
Até o momento das informações divulgadas, não havia confirmação de que o senador tivesse cumprido a ordem judicial. A Polícia Federal também apurava as circunstâncias da saída do parlamentar do Brasil.
O episódio ampliou a disputa política entre representantes da esquerda e da direita na Câmara do Rio. De um lado, vereadores criticaram a viagem; de outro, integrantes do PL questionaram a decisão judicial e defenderam o senador, colocando em discussão os limites das medidas impostas a representantes eleitos.






