Deputado aponta falta de policiais militares e pede ao TRE-RJ que avalie a transferência de seções eleitorais em áreas com presença de grupos criminosos
A falta de policiais militares em Magé, na Baixada Fluminense, levou o deputado estadual Vinicius Cozzolino (PSD) a cobrar reforço na segurança pública e defender medidas para proteger os moradores de áreas com presença de organizações criminosas. Na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), na quinta-feira (22), o parlamentar pediu que o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) avalie a transferência de locais de votação situados em regiões consideradas conflagradas.
Segundo Cozzolino, a redução do efetivo policial compromete o combate ao crime organizado e pode colocar em risco a liberdade dos eleitores. O deputado destacou que a presença de grupos criminosos em determinadas localidades exige atenção das autoridades para garantir que a população possa exercer seus direitos sem intimidação.
“Essa luta pelo efetivo da Polícia Militar também impacta nas eleições porque Magé também tem territórios conflagrados e a liberdade do eleitor está acima de qualquer coisa no pleito eleitoral”, afirmou.
O parlamentar defendeu que a Justiça Eleitoral avalie a mudança de locais de votação em áreas com conflitos territoriais ou sob influência de organizações criminosas, como forma de reduzir riscos para os eleitores.
“Nós não podemos admitir que haja locais de votação em territórios conflagrados. O TRE tem, o tanto quanto possível, que mudar esses locais”, declarou.
Cozzolino também defendeu que o transporte coletivo funcione com oferta de ônibus equivalente à de um dia útil no domingo da votação. A proposta busca facilitar o deslocamento dos moradores e evitar que dificuldades no transporte prejudiquem o acesso às urnas.
34º BPM opera com efetivo abaixo do previsto
A cobrança do deputado também envolve a estrutura da Polícia Militar na região. De acordo com os números apresentados por ele, o 34º Batalhão de Polícia Militar (BPM), responsável pelo policiamento de Magé e Guapimirim, já contou com 600 policiais e atualmente opera com cerca de 320 agentes. O efetivo previsto para a unidade é de aproximadamente 550 militares.
Segundo o parlamentar, a falta de profissionais afeta o funcionamento dos sete Destacamentos de Policiamento Ostensivo (DPOs) de Magé e de um posto de policiamento comunitário.
Cozzolino também chamou a atenção para a composição da tropa. Conforme os dados apresentados na Alerj, o batalhão possui 87 subtenentes e apenas 26 soldados. Outros 15 policiais estão em abono de permanência e podem se aposentar.
Para o deputado, os números mostram a necessidade de recompor o efetivo e destinar policiais recém-formados para a região.
O parlamentar relatou ainda que, após um episódio de violência no distrito de Suruí, onde aponta a presença do Comando Vermelho, mais de 50 policiais foram transferidos para outra unidade, sem que o batalhão recebesse reforço equivalente.
Ele defendeu que os critérios de distribuição dos agentes considerem não apenas os índices de roubos e outros crimes, mas também a presença territorial de organizações criminosas.
Deputado cobra resposta sobre reforço policial
Segundo Cozzolino, a busca por mais policiais para Magé se estende há meses. Em 13 de julho, ele entregou um ofício ao secretário estadual da Casa Civil, Flávio Willeman, durante uma reunião para tratar da situação do município.
De acordo com o deputado, o secretário se comprometeu a buscar uma resposta da Secretaria de Polícia Militar em até 48 horas. Mais de três meses depois, porém, o parlamentar afirmou que ainda aguardava uma solução.
“Não se passaram 48 horas, e sim praticamente mais de três meses”, criticou.
O deputado também mencionou ações da Prefeitura de Magé, administrada por Jamille Cozzolino, como a instalação de câmeras de videomonitoramento. Ele ressaltou, entretanto, que o policiamento ostensivo é responsabilidade do governo estadual.
“Segurança pública não se faz com improviso, se faz com planejamento e seriedade”, afirmou.
Para Cozzolino, o reforço policial é fundamental para ampliar a presença dos agentes nas ruas, enfrentar a atuação de grupos criminosos e melhorar a segurança em Magé e Guapimirim.
O parlamentar também defendeu que as autoridades eleitorais avaliem as condições de segurança nos locais de votação, de modo a reduzir os riscos de intimidação e garantir que os moradores possam exercer livremente o direito ao voto.






