Zanin dá cinco dias para TSE explicar eleição de Douglas Ruas no 1º turno

Zanin é sorteado para relatar recurso de Paes contra decisão do TSE

Zanin dá cinco dias para TSE explicar eleição de Douglas Ruas no 1º turno Supremo analisa ação do PSD que tenta reverter resultado e forçar segundo turno no Rio de Janeiro. Ministro Cristiano Zanin cobra explicações do TSE sobre anulação de votos que deu vitória a Douglas Ruas no primeiro turno.

O ministro Cristiano Zanin, integrante do Supremo Tribunal Federal, estabeleceu o prazo de cinco dias para que o Tribunal Superior Eleitoral preste esclarecimentos sobre a decisão que invalidou a votação de Anthony Garotinho para o governo fluminense. A medida abriu caminho para a vitória de Douglas Ruas, filiado ao PL, logo na primeira etapa do pleito.

A determinação do STF atende a uma demanda apresentada pelo PSD, legenda liderada por Eduardo Paes. O partido busca reverter o cenário atual e assegurar a realização de um segundo turno entre os dois concorrentes, previsto inicialmente para o dia 25 de outubro. Assim que o TSE enviar as informações solicitadas, Zanin abrirá novo prazo de cinco dias para que a Advocacia-Geral da União e a Procuradoria-Geral da República apresentem seus pareceres.

O avanço na análise do caso só ocorrerá após o cumprimento dessas etapas processuais. A ofensiva jurídica do PSD teve início após o TSE rejeitar, no dia 8 de outubro, o registro de Anthony Garotinho e ordenar a anulação de seus 274.411 sufrágios. Esse expurgo modificou a matemática da eleição, fazendo com que Douglas Ruas superasse a barreira de 50% dos votos válidos, índice suficiente para encerrar a disputa sem necessidade de nova votação.

Antes da alteração decorrente da decisão, Ruas contabilizava 49,27% dos votos válidos. Com a exclusão do ex-governador, o índice do candidato do PL subiu para 50,88%. Em 10 de outubro, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro recalculou os dados e oficializou o triunfo de Ruas.

Com a recontagem, Eduardo Paes atingiu 44,16% dos votos válidos e ficou fora de uma eventual disputa em segundo turno. Na petição enviada ao STF, o PSD sustenta que a invalidação dos votos de Garotinho não deveria resultar na exclusão desses eleitores do cálculo total considerado para definir a necessidade de segundo turno.

Para a sigla, o sufrágio do ex-governador poderia ser descartado sem interferir no critério matemático que define a maioria absoluta para a vitória antecipada. Diante disso, o partido solicita que a Suprema Corte mande realizar o segundo turno no dia 25 de outubro.

Caso o cronograma seja inviável, a legenda requer que o confronto entre Douglas Ruas e Eduardo Paes ocorra em outra data, antes que aconteça a diplomação do candidato declarado vencedor.

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