Quem é Fabio Silva, vereador preso em operação da PF contra monopólio de internet do CV

Quem é Fabio Silva, vereador preso em ação da PF contra monopólio de internet do CV

Uma ofensiva da Polícia Federal deflagrada nesta segunda-feira (19) resultou na prisão do vereador carioca Fábio Silva (Podemes), apontado como proprietário e beneficiário de empresas de conexão à rede investigadas por ligação com o Comando Vermelho (CV). O parlamentar foi capturado em Londrina, no Paraná, para onde havia viajado no final de semana com familiares para participar de um casamento.

Batizada de Operação Backbone, a ação também cumpriu mandados contra Márcia Gama Nepomuceno e Lucas Santos Nepomuceno, respectivamente mãe e irmão do trapper Oruam. A investigação mira esquemas de lavagem de dinheiro e a exploração forçada de serviços de telecomunicação em complexos de favelas na Zona Norte da capital fluminense, como o Alemão, a Penha e o Chapadão.

Natural de João Pessoa, na Paraíba, Fábio Silva ingressou na política institucional após ser eleito em 2024 com 15.846 votos, tomando posse no Palácio Pedro Ernesto no ano seguinte. Em seu registro biográfico na Câmara Municipal, ele se define como gestor comunitário, empresário e embaixador de um projeto social no Chapadão. Atualmente em seu primeiro mandato, exerce a vice-presidência das comissões de Assistência Social e de Abastecimento, Indústria, Comércio e Agricultura.

Até o momento, o político assinou 77 propostas legislativas como autor ou coautor e apresentou mais de 760 moções, embora não tenha nenhuma lei própria em vigor. Em sua declaração de bens à Justiça Eleitoral durante o pleito de 2024, informou um patrimônio de R$ 1.618.612, destacando-se uma participação societária de 50% avaliada em R$ 1 milhão, além de herança e créditos de quotas empresariais.

A operação coordenada pela PF mobilizou ordens de prisão preventiva e buscas expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), além de decretar o congelamento de até R$ 558 milhões em ativos financeiros e bens de dezenas de investigados e empresas.

Segundo o inquérito, a facção utilizava métodos violentos, como a sabotagem de cabos, incêndios em equipamentos rivais e restrições a manutenções, para forçar moradores e comerciantes a utilizarem exclusivamente os provedores autorizados pelo grupo criminoso, que repassavam taxas mensais aos criminosos. Documentos contábeis analisados pelos agentes apontam que a comercialização de acesso à rede chegou a responder por mais de 40% da arrecadação da organização criminosa em um único mês na Penha.

A defesa de Fábio Silva não foi localizada imediatamente para comentar o caso, mantendo-se o espaço aberto para posicionamento.

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