Um projeto de lei focado no suporte a pessoas com transtornos emocionais avançou na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta quinta-feira (10). A votação em primeira discussão, no entanto, abriu espaço para piadas sobre o futuro político dos parlamentares após o pleito de outubro.
O debate eleitoral na tribuna
Durante a apreciação da matéria de autoria da deputada Tia Ju (Republicanos), o deputado Luiz Paulo (PSD) concordou com a relevância do assunto. Ele pontuou que os quadros depressivos e os níveis de ansiedade figuram entre as principais chagas que atingem os cidadãos do país.
Contudo, o tom da sessão mudou quando o político relacionou o tema à proximidade da votação de 4 de outubro. Para ele, o parlamento fluminense viverá um momento de contraste acentuado logo após a apuração dos votos nas urnas.
Cenários de euforia e frustração
O parlamentar ironizou que o período seguinte à escolha popular provocará reações psicológicas extremas nos candidatos. Enquanto os vitoriosos celebrarão o mandato conquistado após dias de forte tensão prévia, os concorrentes que não obtiverem sucesso enfrentarão um quadro de angústia profunda.
Outro ponto destacado por Luiz Paulo foi a escolha do dia 15 de setembro para a homenagem oficial. A data cai exatamente vinte semanas antes do pleito, o que, na visão dele, potencializa o simbolismo do momento para os candidatos à reeleição e novos postulantes.
Ele lembrou ainda a proporção numérica da disputa na casa legislativa. Como apenas 70 nomes ocuparão as cadeiras disponíveis, a imensa maioria dos concorrentes acabará amargando a derrota, elevando o risco de instabilidade emocional na classe política.
Foco no acolhimento social
Aprovada na primeira etapa, a proposta legislativa institucionaliza no estado o Dia Estadual do Projeto Depressão Tem Cura (DTC). A iniciativa, ligada à Igreja Universal do Reino de Deus, busca dar visibilidade e expandir o suporte prestado a quem sofre com transtornos mentais.
A justificativa da medida aponta que o programa executa encontros de orientação, palestras informativas e mutirões de ajuda em templos e vias públicas. Antes de chegar à mesa do governador para sanção, o texto ainda precisa vencer uma nova rodada de deliberações no plenário.





