Novo grupo criminoso surge em presídios do Rio e provoca tensão no sistema prisional

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Batizada de Primeiro Comando do Golpe, a nova organização conta com pelo menos 60 presos e disputa o controle de unidades com antigo grupo.

O sistema de prisões do Rio de Janeiro está em alerta com o aparecimento de uma nova organização criminosa. Chamado de Primeiro Comando do Golpe, o grupo nasceu após a morte do chefe da organização Povo de Israel (PVI), no ano passado. A nova divisão já reúne cerca de 60 detentos espalhados por diferentes unidades e tenta tomar o controle de áreas que antes pertenciam ao PVI.

A briga entre os dois grupos já provocou agressões, brigas e até incêndio em presídios. A Secretaria de Polícia Penal do estado acompanha a situação e isolou alguns dos presos identificados para tentar conter os conflitos.

Briga por espaço e celas cheias

Documentos do Conselho Penitenciário do Estado mostram que a disputa causou episódios graves no Presídio Evaristo de Moraes, em São Cristóvão. Durante uma visita no mês de julho, conselheiros ouviram relatos de presos que foram espancados e temiam perder a vida.

A situação é ainda mais complicada por causa do excesso de presos na unidade. O local tem espaço para cerca de 1,5 mil pessoas, mas abrigava mais de 3,2 mil internos, atingindo mais de duas vezes a sua capacidade máxima.

Ataques e isolamento de lideranças

No Complexo de Gericinó, no Presídio Lemos de Brito, detentos ligados ao novo grupo colocaram fogo em uma área da prisão no dia 23 de julho. O ato aconteceu depois que eles tentaram simular uma emergência médica para ocupar o espaço e não conseguiram. Após o incidente, seis presos foram colocados em isolamento individual.

Diferente de outras organizações conhecidas no Rio, o grupo Povo de Israel surgiu dentro das cadeias e não domina bairros ou favelas fora das prisões. Caso o Primeiro Comando do Golpe se fortaleça, o Rio de Janeiro passará a ter uma quinta organização criminosa atuando em suas cadeias.

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