A corrida presidencial começa a ganhar um novo capítulo nesta sexta-feira (28), com o início das primeiras inserções da propaganda eleitoral no rádio. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) adotaram linhas distintas para apresentar suas candidaturas e tentar conquistar o eleitorado.
O PT decidiu iniciar a campanha com uma comunicação mais ofensiva. As peças preparadas pelos petistas fazem críticas à trajetória de Flávio e resgatam episódios que já estiveram no centro de debates políticos e judiciais.
Entre as referências estão a investigação envolvendo suspeitas de rachadinha no período em que Flávio era deputado estadual, além de citações a Daniel Vorcaro e ao ex-PM Adriano da Nóbrega.
Uma das inserções procura resumir a trajetória do candidato do PL de forma negativa e o chama de “o pior dos Bolsonaros”. A intenção é atingir a imagem do senador e ampliar a resistência ao nome escolhido pelo campo bolsonarista para a eleição.
O material também aborda a antiga acusação relacionada aos salários de funcionários do gabinete de Flávio. O caso teve a denúncia apresentada pelo Ministério Público anulada pelo Superior Tribunal de Justiça em 2020.
PT leva combate ao crime para a propaganda
A segurança pública é outro eixo escolhido pela campanha de Lula. O partido pretende destacar ações contra facções criminosas e organizações ligadas ao crime organizado.
Com isso, os petistas tentam transformar a segurança em um dos principais assuntos da campanha e reagir às críticas direcionadas ao governo federal.
Lula aparece em uma das primeiras mensagens e relaciona a eleição ao futuro das famílias brasileiras. A campanha também coloca entre seus destaques a proposta de mudança na atual escala de trabalho 6×1.
Candidato do PL reforça família
Flávio Bolsonaro prefere uma comunicação mais voltada à construção de sua imagem. O candidato fala sobre a própria trajetória, a profissão e a convivência com a esposa e as filhas.
A estratégia tem como um dos objetivos alcançar o eleitorado feminino, segmento considerado importante para a disputa. Ao falar sobre a própria família, Flávio tenta apresentar um perfil mais pessoal e próximo dos eleitores.
O candidato também procura explorar a diferença de idade em relação a Lula para reforçar uma ideia de renovação na disputa pela Presidência.
Críticas ao cenário econômico
A campanha do PL também aposta na insatisfação com a situação econômica. Flávio afirma que muitas famílias enfrentam dificuldades financeiras e utiliza o endividamento como argumento contra o atual cenário do país.
A violência é apresentada junto ao tema econômico. O candidato sustenta que o avanço das facções aumentou a sensação de insegurança e critica a situação enfrentada pela população.
As inserções começam a ser veiculadas nesta sexta-feira (28). No dia seguinte, os candidatos à Presidência passam a contar também com os primeiros blocos da propaganda eleitoral.
O início da campanha no rádio abre uma fase de maior exposição dos candidatos. Lula começa priorizando ataques contra Flávio e a agenda de segurança, enquanto o senador do PL busca apresentar uma imagem associada à família, à segurança pública e às dificuldades econômicas.






