Especialista avalia que corrida pelo Governo do Rio segue indefinida e pode mudar durante a campanha

Apesar de as primeiras pesquisas de intenção de voto apontarem um favorito na disputa pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, o cenário eleitoral ainda está longe de ser definido. A avaliação é do CEO da LabPop, Mario Marques, que acredita que a falta de informação do eleitor sobre os candidatos e o atual contexto político pode provocar mudanças significativas ao longo da campanha.

Em entrevista ao jornalista Ricardo Bruno, no programa Jogo do Poder, da Rede CNT, o especialista afirmou que o alto índice de desconhecimento do eleitorado dificulta qualquer previsão definitiva sobre o resultado da eleição. Segundo ele, esse fator torna a disputa pelo Palácio Guanabara altamente dinâmica e sujeita a alterações até os últimos dias da campanha.

Na análise de Marques, o pré-candidato Eduardo Paes (PSD) aparece na liderança das pesquisas, mas ainda enfrenta dificuldades para ampliar sua vantagem e ultrapassar a marca dos 40% das intenções de voto. Para o pesquisador, parte dessa limitação estaria relacionada ao crescimento de Anthony Garotinho, que, segundo levantamentos da LabPop, vem conquistando eleitores que anteriormente demonstravam preferência pelo ex-prefeito do Rio.

Já o pré-candidato Douglas Ruas (PL), de acordo com o especialista, ainda possui amplo espaço para crescimento. Marques destaca que a maioria do eleitorado ainda desconhece o nome do candidato, o que reduz sua rejeição e abre caminho para uma possível expansão durante a campanha, principalmente se sua imagem for associada ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao senador Flávio Bolsonaro.

Outro ponto destacado pelo pesquisador é o baixo nível de informação do eleitorado sobre a situação política do estado. Segundo ele, uma parcela significativa dos eleitores ainda não sabe que Ricardo Couto ocupa interinamente o governo fluminense, enquanto muitos acreditam que Cláudio Castro continua no cargo. Para Marques, esse cenário evidencia o distanciamento da população em relação ao debate político e contribui para a volatilidade das pesquisas.

Disputa ao Senado permanece aberta

Ao analisar a corrida pelas duas vagas ao Senado, Mario Marques afirmou que o cenário também segue indefinido e que a tendência é de definição apenas na reta final da campanha.

Segundo o especialista, a deputada federal Benedita da Silva (PT) larga em vantagem por reunir dois fatores considerados importantes neste momento: o alto grau de conhecimento entre os eleitores e a identificação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Já a segunda vaga, na avaliação do pesquisador, permanece em aberto. Entre os nomes citados por ele estão Marcelo Crivella, Carlos Portinho, Márcio Canella e Pedro Paulo, que devem disputar espaço ao longo da campanha, influenciados pelas alianças políticas e pelo desempenho dos candidatos à Presidência da República.

Marques também observou que Marcelo Crivella mantém competitividade em razão de seu elevado nível de conhecimento junto ao eleitorado, apesar da rejeição. Carlos Portinho, por sua vez, pode ampliar seu desempenho caso receba apoio mais explícito do campo bolsonarista. Em relação a Márcio Canella, o pesquisador avaliou que mudanças recentes em seu grupo político podem reduzir seu potencial de crescimento na disputa.

Para o CEO da LabPop, o elevado índice de eleitores indecisos e o desconhecimento sobre parte dos candidatos indicam que a eleição no Rio de Janeiro ainda está aberta e pode apresentar mudanças expressivas até o período de votação.

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