A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9), a Operação Emendatio para investigar um suposto esquema de desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares destinadas a organizações não governamentais (ONGs) no Rio de Janeiro. A ação tem como principais alvos o ex-deputado federal Chiquinho Brazão e seu irmão, Domingos Brazão.
A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que também determinou o bloqueio de até R$ 100 milhões em bens dos investigados.
Chiquinho Brazão, que atualmente cumpre prisão domiciliar, foi alvo de um mandado de busca e apreensão em sua residência, no Rio de Janeiro. Ele e Domingos Brazão estão presos após serem condenados como mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
Além das buscas, a Polícia Federal cumpriu dois mandados de prisão preventiva. Um deles foi contra Raphael da Silva Gonçalves, ex-assessor de Domingos Brazão, preso em sua casa, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. O outro alvo foi Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”, que já se encontra preso por envolvimento no caso Marielle.
As investigações apontam que uma das entidades sob suspeita é o Instituto Carioca de Atividades. Segundo a Polícia Federal, a organização recebeu pelo menos R$ 7 milhões em emendas parlamentares destinadas por Chiquinho Brazão durante seu mandato na Câmara dos Deputados. A ONG também teria sido beneficiada por recursos encaminhados por outros parlamentares.
A Operação Emendatio busca esclarecer o destino dos recursos públicos e apurar a possível atuação de uma organização criminosa voltada ao desvio de verbas federais por meio de entidades do terceiro setor.
Com informações do Estadão e do G1.






