O ex-governador Cláudio Castro respondeu às críticas da deputada estadual Martha Rocha sobre a situação do delegado Bernardo Leal, que perdeu a perna direita após ser baleado durante uma operação policial nos complexos da Penha e do Alemão.
Durante uma sessão na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Martha Rocha afirmou que policiais civis precisaram arrecadar dinheiro para comprar uma prótese para o delegado. Segundo a parlamentar, o equipamento adquirido não seria o mais adequado para as necessidades de Bernardo.
Castro apresentou uma versão diferente. O ex-governador afirmou que determinou a compra da prótese por meio da Polícia Civil logo depois do episódio e atribuiu a demora à burocracia dos procedimentos administrativos.
Segundo ele, a autorização foi encaminhada pela própria corporação justamente para tentar reduzir o tempo necessário para a aquisição. Castro afirmou ainda que o empenho referente à compra foi publicado em 18 de agosto.
“Fiz tudo diretamente pela Polícia Civil para dar mais celeridade ao processo. Ainda assim, infelizmente, demorou. Mas, para nossa alegria, no dia 18 foi publicado o empenho”, afirmou.
Castro cita relação com delegado
O ex-governador também mencionou a relação que mantém com Bernardo Leal e disse que o delegado conhece as medidas adotadas durante sua gestão.
Castro destacou ainda uma mudança na legislação feita enquanto estava à frente do governo estadual. Segundo ele, a alteração permitiu que policiais que sofreram amputações pudessem continuar trabalhando na corporação.
“O Bernardo é meu amigo. Ele sabe tudo o que fiz”, declarou.
Críticas na Alerj
Mais cedo, Martha Rocha questionou a demora na aquisição do equipamento e afirmou que a saída encontrada pelos policiais foi realizar uma arrecadação para garantir uma prótese ao delegado.
A deputada também criticou a mudança na administração estadual após a saída de Castro do governo e a troca do comando da Polícia Civil.
O caso reacendeu o debate sobre o atendimento oferecido pelo Estado a agentes de segurança que ficam incapacitados após serem feridos em serviço.






