A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), a sexta fase da Operação Unha e Carne e apreendeu uma série de bens de alto valor durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão no estado do Rio de Janeiro. Entre os itens recolhidos estão uma Mercedes-AMG G63 avaliada em cerca de R$ 2,5 milhões, armas de fogo, dinheiro em espécie, relógios de luxo e outros veículos.
O carro de luxo foi localizado em um imóvel no bairro de Camboinhas, em Niterói. Além da Mercedes, os agentes também apreenderam um sedã da fabricante chinesa BYD e um Toyota Corolla, ambos de cor preta.
Durante as buscas, os policiais encontraram ainda um arsenal composto por pistolas, um fuzil de cano curto, carregadores e munições. Também foram apreendidos valores em reais e dólares, além de relógios de alto padrão. Segundo a Polícia Federal, todo o material estava em um dos endereços ligados aos investigados.
Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em imóveis localizados na capital fluminense, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende. A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores dos investigados e autorizou a suspensão das atividades econômicas de empresas apontadas como integrantes do suposto esquema criminoso.
Entre os alvos da operação estão o ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado, Márcio Canella, e o ex-secretário de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Marcus Amim.
De acordo com a Polícia Federal, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aponta que o grupo investigado movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. As apurações indicam que empresas do setor de combustíveis teriam sido utilizadas para ocultar e dissimular recursos de origem ilícita. A corporação também investiga a possível participação de agentes públicos no esquema.
Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e outros delitos que ainda sejam identificados durante o andamento das investigações.
A Operação Unha e Carne foi iniciada em dezembro de 2025 para apurar o suposto vazamento de informações sigilosas sobre operações policiais que teriam beneficiado integrantes do Comando Vermelho. Com o avanço das investigações, a Polícia Federal ampliou o foco da apuração para uma suposta rede de proteção ao crime organizado envolvendo agentes públicos, operadores financeiros e outros investigados.
Nas fases anteriores, a operação teve como alvos diversas pessoas apontadas pela investigação, entre elas o pastor Márcio Poncio, o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto e o deputado estadual Thiago Rangel. Todos são investigados em diferentes frentes da operação e, até o momento, as apurações seguem em andamento.






