Faltando cerca de 45 dias para o início oficial da campanha eleitoral, o cenário da disputa pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro continua marcado pela indefinição. Apesar das movimentações dos pré-candidatos, a maior parte do eleitorado ainda não decidiu em quem pretende votar, situação que especialistas atribuem, em parte, ao foco da população na Copa do Mundo até a eliminação da Seleção Brasileira.
No Rio de Janeiro, onde tradicionalmente muitos eleitores deixam a escolha para as últimas semanas da campanha, a expectativa é de que o debate político ganhe força a partir de agora, com o encerramento do torneio e a aproximação do período eleitoral.
Levantamento divulgado pelo instituto Paraná Pesquisas mostra que mais de 71% dos eleitores fluminenses ainda não sabem em quem votar para governador, evidenciando que a corrida pelo Palácio Guanabara está longe de uma definição.
Neste momento, apenas dois pré-candidatos possuem alto nível de conhecimento entre o eleitorado: Eduardo Paes (PSD) e Anthony Garotinho (Republicanos), ambos conhecidos por mais de 95% da população do estado. Já Douglas Ruas (PL), André Marinho (Novo), William Siri (PSOL) e Bombeiro Rafa Luz (Missão) ainda têm baixo índice de conhecimento entre os eleitores, sendo lembrados por menos de um quarto da população.
Esse cenário pode mudar significativamente com o início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, previsto para 28 de agosto. A partir dessa fase, os candidatos passam a contar com maior exposição, o que historicamente influencia o comportamento do eleitor e aumenta o nível de conhecimento dos nomes que disputam o cargo.
Além da propaganda eleitoral, o calendário de debates, entrevistas e sabatinas nas principais emissoras também deve contribuir para tornar a disputa mais acirrada nas próximas semanas.
O histórico das eleições no estado mostra que o cenário pode sofrer mudanças expressivas durante a campanha. Em 2018, por exemplo, Wilson Witzel aparecia com apenas 2% das intenções de voto neste mesmo período do ano e acabou eleito governador após crescer ao longo da campanha e vencer Eduardo Paes no segundo turno.
Outro fator observado por analistas é que candidatos amplamente conhecidos costumam enfrentar maior dificuldade para ampliar sua votação. Isso ocorre porque, embora tenham elevado índice de reconhecimento, também carregam níveis mais altos de rejeição. Já os nomes menos conhecidos possuem maior espaço para crescer à medida que se apresentam ao eleitorado.
Com o fim da participação do Brasil na Copa do Mundo e a proximidade do início oficial da campanha, a tendência é que a eleição para o Governo do Estado passe a ocupar mais espaço nas conversas dos eleitores, tornando as próximas semanas decisivas para a consolidação das candidaturas e para a definição do cenário da disputa.






