Empresas oferecem reajuste de 4,5% aos rodoviários, mas proposta segue longe dos 17% pedidos pela categoria

A terceira rodada de mediação entre representantes das empresas de ônibus e dos rodoviários do Rio de Janeiro foi realizada na manhã desta segunda-feira (6), no Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ). Durante o encontro, as empresas apresentaram uma nova proposta de reajuste salarial, mas ela continua distante da reivindicação feita pela categoria.

A oferta foi elevada de 4,39% para 4,5% de reajuste nos salários, além da concessão de uma cesta básica para cada trabalhador. Apesar da mudança, o índice ainda está 12,5 pontos percentuais abaixo dos 17% reivindicados pelos rodoviários.

O Sindicato dos Rodoviários informou que a proposta será apresentada aos trabalhadores em assembleia marcada para esta terça-feira (7), às 16h, em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio. No entanto, a direção da entidade já sinalizou que não pretende recomendar a aprovação da oferta, por entender que ela não atende às principais demandas da categoria.

Durante a audiência, os representantes das empresas alegaram que a situação financeira do setor impede, neste momento, a concessão de um reajuste maior. As negociações, no entanto, continuam sendo conduzidas pelo TRT-RJ na tentativa de evitar uma nova paralisação do transporte coletivo.

Além do reajuste salarial de 17%, os rodoviários reivindicam um pacote de melhorias nas condições de trabalho. Entre os pedidos estão piso salarial de R$ 5 mil para motoristas de ônibus articulados do BRT, piso de R$ 4 mil para os demais motoristas, vale-alimentação de R$ 1 mil, plano de saúde, redução da jornada para sete horas e meia, manutenção do passe livre, pagamento do intervalo de almoço de 30 minutos e o fim dos contratos temporários, com a contratação dos profissionais do BRT pelo regime da CLT.

A categoria entrou em greve na semana passada, provocando dois dias de paralisação que afetaram o transporte na capital. Durante o movimento, a circulação da frota ficou abaixo do percentual mínimo de 50% determinado pela Justiça, causando pontos de ônibus lotados e longas filas em diversas regiões da cidade.

Na última quarta-feira (1º), após determinação do TRT-RJ, os rodoviários retomaram as atividades, mas mantêm o estado de greve enquanto aguardam o desfecho das negociações salariais.

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