A Prefeitura de Mesquita se posicionou sobre o impasse envolvendo a criação de uma nova linha de BRT ligando a Baixada Fluminense a Irajá. Em nota, o município afirmou que não firmou qualquer acordo com a Prefeitura do Rio para viabilizar a operação do serviço.
A polêmica ganhou força após passageiros identificarem a logomarca da administração de Mesquita em placas que anunciavam a estreia da linha, nesta segunda-feira (16). A prefeitura informou que não foi consultada nem autorizou a instalação da sinalização e declarou que vai notificar o município da capital pelo uso indevido de sua identidade visual.
Apesar do impasse, a gestão municipal reconheceu que a ligação direta com a Zona Norte do Rio atende a uma demanda antiga da população da Baixada. Até o momento, a Prefeitura do Rio não se pronunciou sobre as críticas.
A estreia da linha, no entanto, durou pouco. O Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro interveio e suspendeu a operação ainda no primeiro dia, alegando que a Prefeitura do Rio não possui competência legal para operar transporte intermunicipal. Durante a fiscalização, ao menos dois ônibus foram autuados, e um deles acabou rebocado ao chegar ao ponto final, em Mesquita.
Após o impasse, o Governo do Estado e a Prefeitura do Rio chegaram a um acordo provisório para retomar parcialmente o serviço. A partir das 9h desta terça-feira (17), três linhas experimentais passaram a circular, com 15 ônibus operando fora do horário de pico, entre 9h e 15h30.
Os coletivos fazem a ligação entre Mesquita e o Terminal BRT Metropolitano Pedro Fernandes, em Irajá, em uma tentativa de testar a viabilidade da operação enquanto o impasse jurídico não é resolvido.






