IML identifica 100 dos 121 mortos na Operação Contenção no Rio

O Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro já identificou 100 dos 121 mortos na Operação Contenção, considerada a ação policial mais letal da história do estado. Segundo o chefe de Polícia Civil, Felipe Curi, todos os corpos passaram por necropsia, mas os laudos periciais, que determinarão as causas das mortes, devem ser divulgados somente entre 10 e 15 dias úteis.

Entre os mortos, 39 são de outros estados:

  • 13 do Pará
  • 7 do Amazonas
  • 6 da Bahia
  • 4 do Ceará
  • 1 da Paraíba
  • 4 de Goiás
  • 1 de Mato Grosso
  • 3 do Espírito Santo

De acordo com a Polícia Civil, foram identificados traficantes de alta periculosidade, como Russo, chefe do tráfico em Vitória (ES); Chico Rato, líder em Manaus (AM); Mazola, chefe em Feira de Santana (BA); e Fernando Henrique dos Santos, apontado como chefe do tráfico em Goiás.

Felipe Curi informou que a operação contou com cruzamento de dados com sistemas de outros estados para facilitar o processo de identificação, já que parte dos mortos era oriunda de facções interestaduais.

O IML precisou adaptar sua rotina para atender à grande demanda. Desde quarta-feira (29), um posto do Detran-RJ ao lado do Instituto foi destinado exclusivamente ao acolhimento de familiares das vítimas. Até esta quinta-feira (30), 60 corpos já haviam sido liberados para sepultamento.

Enquanto o IML Afrânio Peixoto permanece concentrado nas perícias relacionadas à operação, outros corpos sem ligação com o caso estão sendo transferidos para o IML de Niterói.

O governador Cláudio Castro reafirmou que o objetivo da operação foi combater o crime organizado:

“Nosso trabalho é livrar a sociedade do tráfico, da milícia, de todo aquele que prejudica o nosso direito de ir e vir. Continuaremos trabalhando com técnica e respeito à lei, para que possamos devolver a paz à população”, afirmou o governador.

A Operação Contenção foi deflagrada em comunidades da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio, e envolveu forças estaduais e federais de segurança. Técnicos do Ministério Público do Rio (MPRJ) também acompanham as perícias, apurando denúncias de possíveis irregularidades e execuções durante a ação.

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