Paes chamou de “normal” corrupção com empreiteiras em ato de campanha

O candidato ao governo do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) fez uma declaração polêmica durante um ato de campanha realizado no último sábado (22), em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

Ao comentar a relação entre políticos e empreiteiras, Paes utilizou a expressão “corrupção normal” para se referir a situações envolvendo o recebimento de dinheiro de empresas.

“Nós não tamo mais falando aqui, gente, de corrupção normal, de alguém tomando um dinheirinho de uma empreiteira, né?”, afirmou.

A fala repercutiu em um momento delicado para a campanha do ex-prefeito, que aparece em queda em levantamentos recentes sobre a corrida ao Palácio Guanabara.

Declaração ocorre em meio à queda nas pesquisas

Pesquisas divulgadas nesta semana apontaram redução na vantagem de Paes e crescimento de Douglas Ruas (PL), que passou a ocupar a segunda colocação em alguns cenários.

É nesse contexto que a declaração feita em Bangu ganha peso político. A expressão utilizada pelo candidato abriu espaço para críticas de adversários e pode ser explorada na campanha como uma tentativa de relativizar práticas de corrupção envolvendo contratos públicos.

Politicamente, o episódio chega em uma hora ruim para Paes. Um candidato que já enfrenta uma perda de fôlego nas pesquisas precisa evitar declarações que possam alimentar uma narrativa negativa sobre sua campanha.

A fala, portanto, acabou se somando a um conjunto de fatores que podem aumentar a pressão sobre o candidato do PSD durante a disputa.

Lula relembrou relação com Paes

O mesmo evento contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também fez uma declaração sobre a relação com Paes.

Lula afirmou que não gostava de Eduardo Paes e disse que o ex-governador Sérgio Cabral foi responsável por insistir para que os dois construíssem uma aproximação política.

A declaração do presidente acrescentou um componente político ao ato. Ao mesmo tempo em que Lula participou da agenda ao lado de Paes, relembrou que a relação entre os dois não começou de maneira espontânea.

Com a disputa pelo governo estadual ficando mais competitiva e Douglas Ruas apresentando crescimento nas pesquisas, episódios como o de Bangu ganham relevância no debate eleitoral.

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