Durante ato de campanha realizado neste sábado (22), em Bangu, na Zona Oeste do Rio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou apoio à candidatura de Eduardo Paes (PSD) ao governo do Estado e revelou detalhes sobre o início da relação política entre os dois.
Lula afirmou que, no passado, não tinha simpatia por Paes e que a relação entre eles também não era amistosa. “Eu confesso a vocês que não gostava do Eduardo. E, certamente, o Eduardo não gostava de mim”, disse o presidente.
Segundo Lula, a aproximação aconteceu por iniciativa do ex-governador Sérgio Cabral. O presidente contou que Cabral insistiu para que os dois políticos construíssem uma aliança. O encontro teria ocorrido no Aeroporto de Santa Cruz, quando Paes chegou acompanhado do então governador.
Ao relembrar o episódio, Lula afirmou que a relação política mudou ao longo dos anos. Atualmente, o presidente considera Paes um nome importante para o futuro do estado e declarou que sua eleição seria uma “necessidade para o povo do Rio de Janeiro”.
A fala de Lula também trouxe novamente para o centro do debate a participação de Sérgio Cabral na construção da aliança política. Ex-governador do Rio, Cabral foi condenado em diferentes processos por crimes relacionados a corrupção e lavagem de dinheiro, acumulando penas que ultrapassaram 300 anos de prisão.
A declaração ocorreu durante o ato em Bangu, que reuniu lideranças políticas e apoiadores da campanha de Lula no Rio. A defesa de Paes reforça a estratégia do presidente de participar diretamente da disputa pelo governo estadual e consolidar uma aliança entre PT e PSD nas eleições de 2026.






