Investigações da Polícia Federal sobre Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, identificaram mensagens e depoimentos que apontam para uma possível sociedade informal com a lobista Roberta Luchsinger e o empresário Fernando Bittar.
As informações foram divulgadas pela revista VEJA nesta sexta-feira (21), após a publicação de detalhes de inquéritos aos quais a reportagem afirma ter tido acesso. A apuração da PF investiga suspeitas de tráfico de influência e possíveis relações envolvendo empresários e integrantes do governo.
Mensagens estão entre as descobertas
De acordo com a investigação divulgada pela VEJA, mensagens obtidas pela Polícia Federal após autorização do Supremo Tribunal Federal indicariam que Roberta Luchsinger mantinha uma relação empresarial informal com Lulinha e Fernando Bittar.
Em uma mensagem enviada em janeiro de 2024, Roberta teria relatado a um empresário que havia sido procurada pelo presidente Lula para escolher uma posição no governo. O conteúdo aparece entre os elementos analisados pelos investigadores.
Outro depoimento citado pela reportagem é o de Edson Claro, ex-sócio de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Segundo o depoimento, Roberta teria atuado como intermediária entre Antunes, Lulinha e Gustavo Gaspar e seria responsável por articulações junto ao Ministério da Saúde.
Investigação apura influência sobre órgãos públicos
A PF também investiga possíveis atuações para obtenção de acesso a ministérios e negócios relacionados ao poder público. Entre os pontos analisados está uma possível tentativa de influência em processos envolvendo licitações de produtos à base de canabidiol.
As informações fazem parte de uma investigação ainda em andamento. Os elementos citados pela VEJA são tratados pelos investigadores como parte da apuração de possíveis crimes, e não representam, por si só, uma condenação ou comprovação definitiva de responsabilidade criminal dos envolvidos.
O caso ganhou repercussão em meio às investigações sobre suspeitas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que também alcançaram pessoas próximas a Lulinha e colocaram sob análise suas relações empresariais e políticas.
Até o momento, a apuração da Polícia Federal continua em curso e deverá avaliar a autenticidade, o contexto e a relevância das mensagens, depoimentos e demais elementos reunidos no inquérito.






