A prisão do ex-prefeito de Belford Roxo, Marcio Canella (União Brasil), provocou mudanças nas articulações políticas para as eleições de 2026 no Rio de Janeiro. Nos bastidores do PL, aliados do senador Flávio Bolsonaro passaram a defender que sua mãe, Rogéria Bolsonaro, dispute uma vaga no Senado.
A possibilidade já havia sido apresentada ao senador antes da operação da Polícia Federal que levou à prisão de Canella. Com o novo cenário, no entanto, a proposta ganhou força dentro do partido.
No início do ano, o acordo político articulado por Flávio Bolsonaro previa Marcio Canella como candidato ao Senado, tendo Rogéria Bolsonaro como primeira suplente. A prisão do ex-prefeito, após a Polícia Federal encontrar um fuzil em seu veículo, reduziu as chances de sua participação na eleição e levou aliados a defenderem uma mudança na composição da chapa.
Caso aceite a sugestão, Flávio Bolsonaro terá que definir a composição da candidatura ao Senado, que também conta com os nomes dos deputados Carlos Jordy e Carlos Portinho, ambos do PL, entre os cotados para a disputa.
A operação da Polícia Federal também provocou reflexos na relação entre o PL e a federação formada por União Brasil e PP. De acordo com informações de bastidores, dirigentes do União Brasil passaram a descartar apoio à eventual candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Entre os motivos apontados estão a avaliação de que integrantes do PL teriam se beneficiado politicamente da saída de Canella da disputa e a ausência de manifestações públicas de apoio do senador ao aliado após a operação.
Segundo informações publicadas pela colunista Bela Megale, do jornal O Globo, uma eventual candidatura de Rogéria Bolsonaro também pode ampliar as discussões dentro da família Bolsonaro. A jornalista afirma que Michelle Bolsonaro mantém um rompimento com Rogéria, o que pode influenciar as articulações para a definição das candidaturas em 2026.






