Governo do Rio diz que escolha da nova operadora dos trens seguiu critérios técnicos e decisão judicial

A Secretaria Estadual de Transporte e Mobilidade Urbana informou que a escolha do consórcio Nova Via Mobilidade, responsável por substituir a SuperVia na operação dos trens urbanos da Região Metropolitana do Rio, ocorreu dentro dos critérios técnicos e legais definidos pela Justiça. O grupo foi o único participante do leilão judicial conduzido pela 6ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Segundo reportagem exibida pelo RJ2, da TV Globo, investigações da Polícia Federal apontam que o consórcio possui fundos de investimento administrados pela Planner Corretora, empresa que também foi alvo da operação de busca e apreensão realizada na última terça-feira (26).

Ainda conforme a investigação citada pelo telejornal, o Nova Via Mobilidade teria atuado como “anteparo” para supostas irregularidades envolvendo investimentos do Rioprevidência no Banco Master. A apuração da PF indica que o modelo teria sido utilizado para ampliar ganhos financeiros de operadores ligados às fraudes investigadas.

As investigações também apontam que o ex-governador Cláudio Castro assinou o contrato da nova operadora antes de deixar o cargo, em março deste ano.

Em nota, a Secretaria de Transporte afirmou que o consórcio apresentou toda a documentação exigida no edital e foi considerado habilitado após análise da Comissão Especial e validação judicial. De acordo com a pasta, o grupo atendeu aos requisitos técnicos, econômico-financeiros, fiscais e trabalhistas previstos no processo.

A abertura dos envelopes do leilão ocorreu no dia 10 de fevereiro, na 6ª Vara Empresarial do TJRJ.

A secretaria informou ainda que a transição operacional entre a atual concessionária e a nova operadora ocorreu dentro do cronograma estabelecido judicialmente. O Nova Via Mobilidade assumirá oficialmente a operação do sistema ferroviário no próximo dia 30.

O novo modelo prevê um Contrato de Permissão com duração de cinco anos. Segundo o governo estadual, diferentemente da antiga concessão, o sistema ferroviário continuará sob controle do Estado, enquanto a empresa ficará responsável apenas pela operação comercial dos trens urbanos.

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