O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro abriu um procedimento para investigar supostos crimes atribuídos ao ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado, Márcio Canella. A apuração corre sob sigilo na Secretaria de Assessoria de Atribuição Originária Criminal (AAOCRIM), setor responsável por auxiliar investigações envolvendo autoridades com foro privilegiado.
Segundo documentos revelados pelo portal Metrópoles, a investigação começou na primeira semana de maio, após o recebimento de uma notícia-crime protocolada em abril deste ano. As primeiras oitivas ligadas ao caso já teriam sido realizadas na última quinta-feira (14).
Entre os pontos citados na denúncia está a suspeita da existência de uma rede de 97 postos de gasolina que, segundo os denunciantes, seriam controlados por laranjas. O material entregue ao MPRJ também menciona a nomeação da esposa do miliciano Juracy Prudêncio, conhecido como Jura, para o antigo gabinete de Canella na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.
O caso surge em meio à movimentação política para as eleições de 2026. Canella é apontado como um dos nomes apoiados pelo senador Flávio Bolsonaro para disputar uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores do PL, o ex-prefeito também aparece como um dos possíveis herdeiros do espólio eleitoral do ex-governador Cláudio Castro, que segue inelegível após decisão do Tribunal Superior Eleitoral.
A investigação ainda está em fase inicial, e até o momento não houve denúncia formal apresentada pela Justiça.





