O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro decidiu manter na própria Corte a ação que investiga o ex-governador Anthony Garotinho por suspeitas de arrecadação ilegal de recursos envolvendo contratos da Prefeitura de Campos dos Goytacazes.
A decisão representa mais um revés para Garotinho e pode impactar diretamente seus planos políticos para 2026. Caso seja condenado pelo colegiado, o ex-governador poderá voltar a ficar inelegível, inviabilizando o projeto de disputar o Governo do Estado pelo Republicanos.
A defesa de Garotinho tentou levar o caso ao Supremo Tribunal Federal, alegando que parte das acusações teria relação com o período em que ele exercia mandato como deputado federal. No entanto, o desembargador Fernando Cerqueira Chagas entendeu que os fatos investigados não possuem ligação direta com a atividade parlamentar em Brasília.
A ex-prefeita de Campos Rosinha Garotinho também responde ao processo. Segundo a decisão, as acusações atribuídas a ela estariam diretamente relacionadas ao exercício do cargo no município, reforçando a competência do TRE para conduzir o julgamento.
Investigação envolve contratos públicos e campanhas eleitorais
De acordo com o Ministério Público, o suposto esquema teria funcionado entre 2009 e 2016 e envolveria contratos ligados às áreas de construção civil, limpeza urbana e prestação de serviços públicos em Campos dos Goytacazes.
A denúncia aponta ainda que empresários teriam sido procurados em diferentes períodos eleitorais — incluindo os anos de 2010, 2012, 2014 e 2016 — para contribuir financeiramente com campanhas de Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho e aliados políticos do grupo.
Os investigados respondem por acusações de corrupção, extorsão, lavagem de dinheiro e falsidade eleitoral.
Processo entra na reta final
O caso já está em fase avançada no TRE-RJ e caminha para a etapa final da instrução processual. Segundo informações do tribunal, faltam apenas os interrogatórios de alguns acusados antes da conclusão do processo e do julgamento pelo colegiado.
A possível condenação pode provocar novos impactos no cenário político fluminense, principalmente diante das articulações para as eleições de 2026.






