O estado do Amazonas deve encerrar rapidamente o processo de sucessão no Executivo, enquanto o Rio de Janeiro ainda enfrenta entraves jurídicos e políticos para escolher seu novo governador. Nesta segunda-feira (4), a Assembleia Legislativa amazonense realiza a eleição indireta que vai definir quem assume o comando do estado até o fim do mandato.
A escolha será feita pelos 24 deputados estaduais, seguindo regras previstas na Constituição estadual após a renúncia do governador e do vice. O modelo adotado prevê votação aberta e nominal, com possibilidade de decisão em primeiro turno, caso um dos candidatos alcance maioria absoluta.
No Amazonas, o cenário é de estabilidade institucional. Como a vacância ocorreu nos últimos dois anos de governo, a legislação permite que o próprio Legislativo conduza a eleição indireta. Cinco chapas foram registradas e não há, até o momento, disputas judiciais que possam atrasar o processo.
Já no Rio de Janeiro, a situação segue travada. Apesar de também haver vacância no Executivo, a definição sobre o formato da eleição ainda está em discussão. A tentativa de realizar uma eleição indireta chegou a ser iniciada, mas acabou suspensa por decisão do Supremo Tribunal Federal.
O principal ponto de divergência é se o novo governador deve ser escolhido de forma indireta, pelos deputados estaduais, ou por meio de eleição direta, com participação do eleitorado. A falta de consenso levou o caso ao STF e interrompeu o andamento da sucessão.
Enquanto isso, o estado permanece sob gestão interina do presidente do Tribunal de Justiça, aguardando uma decisão definitiva da Corte. A demora, influenciada por diferentes interpretações jurídicas e pela possibilidade de empate entre os ministros, prolonga o cenário de incerteza.
Na prática, o Amazonas avança para uma solução rápida e com regras claras, enquanto o Rio segue em compasso de espera, com reflexos diretos na administração pública e no ambiente político.






