O embate político no Rio de Janeiro ganhou novos contornos após declarações do pastor Silas Malafaia, que acusou o prefeito Eduardo Paes de atuar nos bastidores para impedir o avanço do deputado Douglas Ruas rumo ao governo do estado.
Segundo Malafaia, as ações judiciais movidas pelo Partido Social Democrático, legenda de Paes, teriam como objetivo frear a ascensão política de Ruas, que desponta como possível candidato ao Palácio Guanabara nas eleições de 2026.
Em entrevista ao portal Metrópoles, o pastor foi direto ao associar a movimentação jurídica a um suposto receio eleitoral. Para ele, Paes teme que Ruas ganhe visibilidade ao assumir posições estratégicas, como a presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e, eventualmente, o comando do Executivo estadual.
Malafaia também criticou a forma como o processo vem sendo conduzido, afirmando que há uma tentativa de impedir que o adversário utilize a estrutura do governo como vitrine política em ano pré-eleitoral.
Disputa judicial amplia tensão política
O cenário envolve uma série de ações judiciais que tentam alterar os rumos da sucessão no estado. O PSD ingressou com recurso no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro questionando a legalidade da sessão que elegeu Ruas como presidente da Alerj.
A sigla sustenta que a escolha deveria ocorrer apenas após a retotalização de votos determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral, בעקבות da cassação do então presidente da Casa, Rodrigo Bacellar.
Paralelamente, o partido também acionou o Supremo Tribunal Federal defendendo a realização de eleições indiretas para o governo do estado. A medida busca impedir que Ruas assuma o comando do Executivo de forma interina.
Contexto político e sucessão estadual
A disputa ocorre em meio à inelegibilidade do atual governador Cláudio Castro, determinada pelo TSE por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Com isso, abriu-se uma corrida antecipada pelo governo fluminense.
Atualmente, o presidente do TJ-RJ, Ricardo Couto, ocupa interinamente o cargo de governador.
Nos bastidores, o clima é de forte tensão entre os grupos políticos, com judicialização crescente e trocas públicas de acusações e críticas. A disputa pela presidência da Alerj e pelo comando do estado se tornou peça-chave na corrida eleitoral de 2026.






