Miguel Pereira aposta em histórias reais para combater preconceito e fortalecer inclusão

A cidade de Miguel Pereira deu início a uma iniciativa que coloca a experiência de vida no centro do debate sobre inclusão. Por meio da Secretaria Municipal de Acessibilidade e Inclusão, a Prefeitura lançou o projeto “Quebrando Barreiras Atitudinais”, que utiliza relatos reais para provocar reflexão, enfrentar o preconceito e ampliar o entendimento sobre a realidade das pessoas com deficiência.

A proposta gira em torno de entrevistas em vídeo com moradores que lidam diariamente com desafios impostos não apenas por limitações físicas, mas principalmente por atitudes discriminatórias. O objetivo é dar visibilidade a trajetórias marcadas por autonomia, superação e participação ativa em diferentes áreas, como educação, trabalho, cultura e esporte.

A estreia da série traz o depoimento de Pedrinho, um menino cadeirante que se destaca pela alegria e carisma. Sua história abre o projeto com uma mensagem direta: a deficiência não define limites para sonhos ou conquistas. O vídeo já está disponível nas redes sociais oficiais da Prefeitura e marca o início de uma série que pretende inspirar outras pessoas e estimular uma mudança de mentalidade na sociedade.

Além da publicação dos conteúdos digitais, o projeto prevê ações presenciais, como rodas de conversa e palestras, ampliando o alcance da discussão sobre inclusão. A iniciativa também busca ouvir o público e acompanhar o impacto das histórias compartilhadas, avaliando como elas contribuem para transformar percepções e atitudes.

O prefeito Pedro Paulo Quinzinho destacou que o projeto reforça o compromisso do município com políticas públicas voltadas à dignidade e ao respeito. Segundo ele, dar espaço para essas narrativas é também uma forma de educar a população e promover uma cidade mais consciente e acolhedora.

A proposta ainda pretende incentivar empresas, escolas e instituições a adotarem práticas mais inclusivas, ampliando oportunidades e fortalecendo a participação social das pessoas com deficiência.

O conceito de “barreiras atitudinais”, que dá nome ao projeto, refere-se justamente aos obstáculos criados pelo preconceito, pela falta de informação e pela exclusão social. Em muitos casos, são essas barreiras invisíveis que mais dificultam o acesso a direitos e oportunidades. Ao trazer o tema para o cotidiano da população, Miguel Pereira aposta na informação e na empatia como ferramentas para construir uma cultura mais inclusiva e igualitária.

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