O prefeito Eduardo Paes se reuniu, na última segunda-feira (03), com o presidente estadual do Republicanos, o deputado federal Luís Carlos Gomes, em mais um movimento estratégico de olho nas eleições de outubro.
Nos bastidores, a conversa incluiu um aceno direto: a oferta de uma vaga na chapa majoritária para a disputa ao Senado. A outra cadeira já estaria reservada para a deputada federal Benedita da Silva, do PT.
Dentro do Republicanos, um dos nomes ventilados é o do ex-prefeito do Rio e atual deputado federal Marcelo Crivella, que articula a possibilidade de retornar ao Senado. Um eventual palanque conjunto entre Crivella e Paes seria, no mínimo, politicamente inusitado, diante do histórico de embates entre os dois.
No entanto, há obstáculos no caminho. Crivella enfrenta resistência interna e também a inelegibilidade imposta por decisão colegiada do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, no caso que ficou conhecido como “QG da propina”. Ainda cabem recursos, mas o cenário jurídico adiciona incertezas à equação.
Partido cortejado por todos os lados
O Republicanos se tornou peça-chave no xadrez eleitoral fluminense. É o último dos grandes partidos que ainda não definiu oficialmente seu posicionamento na disputa estadual. Além de Paes, o senador Flávio Bolsonaro, do PL, também monitora os movimentos da legenda.
Por ora, o partido não fechou questão. A resposta dada foi protocolar: a decisão será tomada “mais à frente”. Até lá, o Republicanos segue como a sigla mais cortejada do momento — e com poder de influenciar diretamente o desenho das alianças para outubro.






