Quaquá endurece discurso e expõe distanciamento político de Fabiano Horta em Maricá

A relação entre o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, e seu antecessor, Fabiano Horta, ambos do PT, atravessa seu momento mais delicado. O que antes era aliança política hoje se transformou em distanciamento público — e com declarações cada vez mais diretas.

Ao comentar o cenário encontrado ao retornar ao comando da cidade, Quaquá afirmou que precisou dedicar o primeiro ano de gestão à reorganização administrativa. Segundo ele, foi necessário rever programas sociais, redefinir prioridades e “arrumar a casa” para abrir caminho a novos investimentos.

“Quero fazer nos próximos quatro anos o que não foi feito em oito. Aliás, vou fazer muito mais do que isso. Então, juntos, vamos construir uma cidade muito melhor. Vamos seguir em frente fazendo o que não foi feito”, declarou o prefeito.

Entre os pontos destacados, Quaquá afirmou ter recebido o município com menos de 10% do esgoto tratado. De acordo com ele, o índice já teria subido para 16%, com frentes de trabalho em bairros como Itaipuaçu, Inoã, Ponta Negra e São José de Imbassaí. A meta, segundo o prefeito, é encerrar o mandato com mais de 60% de cobertura e, futuramente, universalizar o serviço.

Além do saneamento, ele citou problemas em iluminação pública, fornecimento de energia e abastecimento de água, afirmando que as intervenções já começaram e que a prioridade é fortalecer a infraestrutura básica da cidade.

Quaquá também comparou o orçamento atual com o período em que governou Maricá há cerca de uma década. Naquela época, segundo ele, a Prefeitura operava com cerca de R$ 680 milhões. Hoje, com receitas mais robustas, o prefeito sustenta que há condições de acelerar projetos estruturantes nas áreas de hotelaria, turismo e indústria, ao mesmo tempo em que busca resolver demandas consideradas essenciais.

Na área da saúde, o prefeito anunciou a demolição de 24 postos antigos para construção de novas unidades. Ele classificou as estruturas anteriores como inadequadas para o porte atual do município.

O Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara já passou por ampliação, segundo a gestão, enquanto o Hospital Conde Modesto Leal está em reforma. Os investimentos, de acordo com Quaquá, fazem parte de um planejamento mais amplo que inclui ainda educação, segurança, indústria e tecnologia.

Ao afirmar que pretende realizar em quatro anos o que, segundo ele, não foi feito nos oito anteriores, o prefeito reforça o clima de tensão política dentro do próprio partido no município. O embate entre antigos aliados agora se reflete não apenas nos bastidores, mas também no discurso público.

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