Chefe de gabinete de Rio Bonito é intimado em investigação sobre suposta rede de extorsão

O chefe de gabinete da Prefeitura de Rio Bonito, Victor Ribeiro, foi intimado pela Polícia Civil para depor nesta terça-feira (24) na 71ª DP (Itaboraí). A oitiva faz parte de um inquérito que apura a atuação de um grupo suspeito de extorquir o prefeito de Itaboraí, Marcelo Delaroli, e o presidente em exercício da Alerj, Guilherme Delaroli.

As investigações começaram em novembro de 2025, após denúncia apresentada pelos irmãos Delaroli. Segundo o relato, ao menos cinco pessoas integrariam o grupo, que utilizaria redes sociais para divulgar conteúdos falsos com o objetivo de pressionar e tentar obter vantagens financeiras das autoridades.

A apuração ganhou força com a deflagração da Operação Fallacia, realizada em novembro do ano passado. Na ocasião, agentes cumpriram cinco mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, recolhendo celulares e outros materiais que passaram por perícia.

Victor Ribeiro passou a ser alvo de interesse dos investigadores após a análise de mensagens extraídas dos aparelhos apreendidos. De acordo com fontes ligadas ao caso, as conversas indicariam possível interlocução sobre a criação de acusações contra a gestão municipal de Itaboraí e a produção de vídeos para divulgação nas redes sociais. Em um dos trechos, um dos investigados teria solicitado dinheiro ao chefe de gabinete.

A Polícia Civil busca esclarecer qual teria sido o grau de envolvimento do servidor e se há indícios de ramificações financeiras ou participação de outros agentes políticos no suposto esquema.

Parte dos investigados também responde, em outra unidade policial, por suspeita de extorsão e perseguição contra o ex-prefeito de Rio Bonito, Leandro Peixe (Solidariedade). Segundo os denunciantes, além de pressões políticas, o grupo teria promovido ataques pessoais contra Guilherme Delaroli.

Procurados pela reportagem, Victor Ribeiro e a Prefeitura de Rio Bonito não se pronunciaram até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.

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