Olá meus queridos leitores do portal FalaRio, antes da festa, antes da avenida cheia, antes do brilho, das fantasias e da música alta, tem gente. Gente real. Gente que acorda cedo, que chega cansada no fim do dia, que tenta dar conta de tudo e, mesmo assim, segue. O período que antecede o Carnaval revela muito mais do que organização e agenda. Ele mostra como cada um é no dia a dia.
Tenho observado isso de perto. Quando os dias ficam mais puxados, o comportamento aparece. É natural. A pressão aumenta, o tempo fica curto e as exigências são muitas. Tem quem perca a paciência rápido, tem quem se feche, mas também tem quem se aproxime, quem ajude, quem pergunte se está tudo bem. É nesses momentos que a gente percebe quem entende que tudo é coletivo.
O Carnaval exige planejamento, claro. Exige horário, compromisso, responsabilidade. Mas exige principalmente convivência. Saber lidar com pessoas diferentes, opiniões diferentes, ritmos diferentes. Nem todo mundo pensa igual, nem todo mundo reage da mesma forma. E tudo bem. O desafio está justamente em respeitar isso.
Nada acontece sozinho. Mesmo quando não aparece, existe sempre alguém por trás, ajustando, organizando, segurando pontas, resolvendo problemas. O trabalho que antecede a festa é silencioso, constante e, muitas vezes, invisível. Mas é ele que sustenta tudo.
Esse período também ensina muito sobre limites. Sobre entender até onde dá para ir sem se perder. Nem sempre fazer mais significa fazer melhor. Às vezes, a gente precisa parar, respirar, reorganizar as ideias e seguir com mais calma. A pressa nem sempre resolve. Em muitos casos, ela só atrapalha.
Tenho aprendido que presença faz muita diferença. Estar ali de verdade. Prestar atenção. Ouvir mais. Falar menos quando preciso. Tratar as pessoas com respeito, mesmo nos dias difíceis. No meio da correria, isso parece pequeno, mas faz toda a diferença.
O Rio vive esse momento com intensidade. A cidade acelera, os dias ficam mais cheios, mas também surgem muitas trocas bonitas. Conversas rápidas que acolhem, gestos simples que ajudam, olhares que dizem mais do que palavras. É nesse cenário que a gente entende que o Carnaval é muito mais do que a festa em si.
No fim, o Carnaval acontece, a festa passa e a cidade segue seu ritmo. O que fica é a forma como cada um escolheu viver esse caminho. Como tratou as pessoas, como lidou com a pressão, como se comportou quando ninguém estava olhando.
E você, nos seus dias mais corridos, tem sido quem você gostaria de encontrar pelo caminho? Às vezes, mais importante do que chegar rápido é caminhar com respeito, presença e verdade.
Beijos carinhosos da sua amiga de toda semana
Marcia Abdalla .






