Servidores lotam galerias, cobram recomposição salarial e quase são retirados na abertura dos trabalhos
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) abriu oficialmente os trabalhos de 2026, nesta terça-feira (3), em clima de tensão e protestos. Servidores públicos ocuparam as galerias do Palácio Tiradentes, cobraram recomposição salarial e chegaram a ser ameaçados de retirada durante a sessão solene, que terminou sem a leitura do Plano de Governo do Executivo.
A cerimônia foi conduzida pelo presidente em exercício da Casa, Guilherme Delaroli (PL). O governador Cláudio Castro (PL) não participou da solenidade por estar em viagem oficial e comunicou que encaminhará a mensagem com o plano de governo após seu retorno ao estado.
Presidente do TJ discursa e evita apresentar plano do Executivo
Terceiro na linha sucessória do governo estadual, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), desembargador Ricardo Couto de Castro, compareceu à abertura dos trabalhos legislativos. Sem obrigação regimental, o magistrado afirmou que sua presença teve como objetivo reforçar a “seriedade” do início do ano legislativo.
No plenário, Ricardo Couto de Castro deixou claro que não apresentaria o Plano de Governo, atribuindo a responsabilidade exclusivamente ao governador.
“Nesse instante, não falarei do plano de governo, porque, conversando com o governador eleito, Cláudio Castro, me parece mais oportuno que ele encaminhe essa mensagem a todos que estão aqui”, declarou.
Servidores protestam e quase são retirados das galerias
Durante a sessão, um grupo de servidores ocupou a galeria em frente à Mesa Diretora e entoou gritos de “recomposição”, em referência à reposição das perdas inflacionárias acumuladas nos últimos anos.
Diante das manifestações, Delaroli acionou a segurança da Casa e determinou a retirada dos servidores, sob a justificativa de que os protestos estariam prejudicando o andamento da solenidade. A decisão provocou reação imediata, com os manifestantes respondendo em coro de “vergonha!”.
Após o encerramento da transmissão oficial, o presidente em exercício recuou da decisão e autorizou a permanência dos servidores nas galerias, desde que as manifestações ocorram apenas entre as falas dos deputados, sem interrupções.
Ficou acordado que o grupo poderá acompanhar normalmente a primeira sessão ordinária do ano.






