Garotinho diz ter sido ameaçado após denúncias e cobra proteção do Estado

O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos) afirmou ter sido alvo de uma ameaça velada recebida pela internet e voltou a elevar o tom contra o governo estadual. Em publicação feita nas redes sociais, nesta quarta-feira (21), ele relatou ter recebido um vídeo anônimo no qual aparece um revólver sendo carregado, com duração inferior a um minuto.

Para Garotinho, a gravação tem caráter intimidatório e estaria relacionada às acusações que vem fazendo contra nomes influentes da política fluminense. O ex-governador afirmou que o responsável pela ameaça pode ocupar cargos públicos ou ter forte poder econômico, citando a possibilidade de envolvimento de políticos ou empresários.

Na postagem, Garotinho destacou que a presidência da CPI do Crime Organizado do Senado solicitou reforço em sua segurança após o depoimento prestado por ele em dezembro do ano passado. Segundo o ex-governador, o pedido foi encaminhado oficialmente ao governo do estado, mas não houve retorno nem adoção de medidas práticas.

Em tom crítico, ele responsabilizou diretamente o governador Cláudio Castro (PL) por qualquer eventualidade que venha a ocorrer. Garotinho afirmou que o ofício enviado pela CPI mencionava denúncias envolvendo diferentes setores do poder público e que, mesmo diante da gravidade do caso, o Estado permaneceu inerte.

Apesar da situação, o ex-governador declarou que não pretende recuar. Disse estar ciente de que suas falas incomodam grupos poderosos, mas garantiu que seguirá comentando e denunciando o que considera irregularidades na política do Rio de Janeiro.

Durante seu depoimento à CPI do Crime Organizado, Garotinho acusou o governador Cláudio Castro e o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União), presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), de atuarem em esquemas criminosos dentro dos poderes Executivo e Legislativo. Na ocasião, ele também afirmou ter conhecimento de uma suposta lista com 47 deputados estaduais que receberiam pagamentos periódicos na Casa.

Até o momento, não houve manifestação oficial do Palácio Guanabara sobre as acusações feitas pelo ex-governador.

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