Bastidores de 2026: Wladimir Garotinho admite possibilidade de ser vice de Eduardo Paes

As articulações para as eleições de 2026 seguem ganhando força no cenário político do Rio de Janeiro, e um dos movimentos que mais chamam atenção envolve o prefeito de Campos dos Goytacazes, Wladimir Garotinho (PP), e o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD). O próprio Wladimir confirmou que as conversas estão avançadas e que a hipótese de compor uma chapa como candidato a vice já está sendo discutida.

No último dia 15, durante a festa de Santo Amaro, padroeiro da Baixada Campista, Wladimir afirmou ao jornalista Vinicius Cruz, do portal Fala Rio, que poderá, sim, ser o vice de Eduardo Paes, reforçando que o diálogo entre os grupos políticos está em curso e que a possibilidade é real dentro do cenário atual.

Segundo aliados de Paes, a estratégia passa por ampliar a presença eleitoral fora da capital e da Região Metropolitana, buscando apoio em regiões onde o prefeito do Rio ainda tem menor penetração. Nesse contexto, o Norte Fluminense, especialmente Campos dos Goytacazes, é considerado um território-chave, tanto pelo tamanho do eleitorado quanto pela influência histórica da família Garotinho.

Além de Paes, Wladimir também confirmou que mantém conversas com outras lideranças, entre elas Washington Reis, ex-secretário estadual de Transportes. O prefeito afirmou que avalia diferentes caminhos para 2026, que vão desde a permanência na Prefeitura de Campos até a participação em uma chapa majoritária no Executivo estadual.

Apesar da confirmação das articulações, Wladimir destacou que ainda não há decisão tomada. Segundo ele, qualquer definição será construída de forma coletiva, após diálogo com a família e com seu grupo político. O prazo indicado pelo prefeito para anunciar o futuro político é depois do Carnaval de 2026.

Nos bastidores, a possível aliança entre Paes e Wladimir é vista como uma tentativa de formar uma chapa com alcance territorial mais amplo, conectando capital, Baixada Fluminense e interior do estado. O movimento também é interpretado como uma forma de reposicionar forças políticas regionais e enfraquecer adversários em áreas estratégicas.

Enquanto as negociações seguem, a confirmação pública de Wladimir de que pode integrar a chapa de Eduardo Paes indica que o tabuleiro eleitoral de 2026 já está em movimento, com alianças sendo testadas e redesenhadas muito antes do início oficial da campanha.

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