A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (13), uma operação no Rio de Janeiro para investigar um esquema de fraudes que desviou cerca de R$ 7 milhões por meio de saques indevidos do FGTS de jogadores de futebol. Entre as vítimas estão atletas em atividade, aposentados e treinadores.
Durante a manhã, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em três endereços de funcionários da Caixa Econômica Federal, localizados na Tijuca, em Ramos e em Deodoro, além de uma agência do banco no Centro.
De acordo com as investigações, uma advogada, identificada como Joana Costa Prado Oliveira, seria a chefe do grupo. Ela utilizava contatos dentro da Caixa para obter os dados do FGTS das vítimas e autorizar os saques fraudulentos.
Os bancários investigados teriam desviado valores pertencentes aos jogadores Titi (Goiás), Raniel (ex-Vasco), Ramires (ex-Cruzeiro), Cueva (ex-Santos) e João Rojas (ex-São Paulo).
Prejuízo milionário a Guerrero deu início à investigação
A operação é a terceira fase da “Fake Agents”, investigação iniciada em 2024 após um banco privado detectar fraudes em nome do atacante Paolo Guerrero, ex-jogador de Corinthians e Flamengo. O peruano teve R$ 2,2 milhões desviados de sua conta do FGTS.
A advogada Joana Costa Prado Oliveira já foi identificada e afastada da advocacia por decisão do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-RJ.
Os investigados poderão responder por falsificação de documento público, estelionato e associação criminosa. A ação conta com apoio da Área de Inteligência e Segurança da Caixa Econômica Federal.


